O número de atropelamentos e abalroamentos (choque entre vagões) na malha ferroviária da MRS Logística aumentou na região em relação aos anos de 2017 e 2018, passando de cinco para seis casos. Na cidade de Itaquaquecetuba o número de acidentes passou de um para três. Já em Suzano houve queda no índice, de quatro para três acidentes. Por sua vez, em Mogi das Cruzes, a estatística se manteve estável, em zero.
A empresa informou que o grande desafio na região está ligado aos atropelamentos, que "tem apresentado a característica de ocorrer em trecho corrido, isto é, a área de operação ferroviária em que não deveria haver pedestres", como informou em nota. Já em toda a extensão da linha férrea sob concessão da MRS, os números congelaram em 101 casos, nos anos de 2017 e 2018.
A MRS ainda ressaltou que o principal alerta que fazem para a população é de que caminhar ao lado da ferrovia, para encurtar caminho, por exemplo, é extremamente arriscado e pode, sim, gerar acidentes graves. Para tanto, devem ser utilizadas as passagens sinalizadas e pavimentadas de pedestres oficiais. "Agora no período das férias, pedimos uma atenção especial com relação aos pequenos. Um responsável precisa estar sempre de olho nas brincadeiras perto da linha", alertou a companhia.
Caso seja necessário o apoio para uma solução local de mobilidade, a MRS orientar acioná-los. Basta entrar em contato no número 0800-979-3636, que pode ser utilizado também para denúncias de despejo de lixo ou para qualquer emergência.
Também questionada pela reportagem, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou que não houve registros de acidentes, dentro do período analisado.
*Texto supervisionado pelo editor.