No Verão, não é só a febre amarela ou a dengue que preocupam, por isso, o vereador Diego de Amorim Martins (MDB), o Diegão, resolveu pedir um levantamento do número de picadas pelo aracnídeo e verificar o estoque de soro em Mogi das Cruzes, para casos emergenciais. "Os escorpiões aparecem mais no calor e é preciso redobrar a cautela e saber a quem recorrer a tempo, se for picado. As baratas são o principal alimento do escorpião, por isso, a população tem que ficar atenta, mantendo a limpeza, evitando o acúmulo de entulho e lixo", esclareceu.
De acordo com o vereador, no levantamento realizado, ele soube que, segundo o veterinário Jefferson Renan de Araújo Leite, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Mogi, geralmente, os escorpiões ficam em redes de esgoto antigas e na cidade é difícil o controle químico para exterminá-los, porque eles podem ficar até quatro meses escondidos. Diegão foi informado ainda de que, no município, predominam os escorpiões amarelo (mais no Mogilar e regiões do centro) e marrom (principalmente na Vila Oliveira e Alto do Ipiranga), sendo que a primeira espécie se reproduz sem o macho. "É preciso tomar cuidado porque, recentemente, o Mogi News publicou uma matéria em que um morador de Mogi encontrou escorpiões na caixa de telefone, após ter problemas na linha. Além disso, foram relatados acidentes recentes com escorpiões em São Paulo, sendo que, em Mogi, a última ocorrência foi registrada em 6 de outubro.
Número de casos
Conforme Teresa Nihei, da Vigilância Epidemiológica de Mogi das Cruzes e a assessoria de Imprensa da Secretaria Estadual de Saúde, os números de acidentes com escorpiões, constantes no registro do Sistema de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde, são três no município mogiano em 2017 e quatro em 2018. São todas ocorrências em adultos nestes dois anos.
O Hospital Luzia de Pinho Melo é referência para a aplicação de soros antipeçonhentos para alguns municípios. O estoque atual do Luzia é de dez ampolas de soro específico contra escorpião, que são indicados de acordo com o protocolo estabelecido, avaliando a gravidade de cada caso.
O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde informa que foram notificados, até o dia 6 de novembro, 22,1 mil casos de ataques de escorpião no Estado, sendo registrados sete óbitos.