O rendimento médio do total de empregos formais cresceu em todo o Alto Tietê entre os anos de 2013 e 2017, segundo dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Apesar das oscilações, os setores registraram aumento na média salarial, com exceção do setor de Serviços e da Indústria em Salesópolis, que teve queda de 1,66% e 4,22%, respectivamente, entre 2016 e o ano passado. E também o setor de construção que fechou o ano de 2017 em queda nas cidades de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Mogi das Cruzes e Suzano.
Para o professor de Administração Contábeis da Universidade Piaget, em Suzano, José Marcos de Oliveira Carvalho, a queda na Construção Civil é consequência da crise e instabilidade econômica que o país enfrentou. "O setor é o primeiro a sentir esse tipo de impacto. Economia tem a ver com confiança, se o comprador não se sente seguro, ele não vai começar um financiamento, por exemplo", explicou o professor. 
Na Agricultura, Poá tem o maior rendimento salarial, com a média de
R$ 1.681,10, e o menor valor em Salesópolis, que encerrou 2017 com a média de R$ 1.287,70. A Indústria em Salesópolis também tem o menor rendimento, que é de R$ 2.050,39. Suzano se destacou na região, com a maior média no setor industrial, que é de R$ 4.177,76. O valor é o maior entre todas as cidades e setores analisados no ano de 2017 na região.
Apesar da queda em metade das cidades, o setor da Construção em Arujá tem a maior média salarial entre os municípios, com o valor de R$ 2.702,66, e o menor rendimento médio em Biritiba, que é de R$ 1.665,25.
Arujá também merece atenção no Comércio, com a média de R$ 2.157,36. Já Salesópolis tem o menor rendimento também nesse setor, encerrando a média do ano passado por R$ 1.472,98. Em Itaquaquecetuba, a média salarial de Serviços é de R$ 2.957,57, a maior da região. E em Poá, o setor tem o menor rendimento, com o salário médio de
R$ 2.118,04.
Segundo o professor, a expectativa é que o fechamento desse ano apresente valores maiores que no ano anterior em todo Alto Tietê, até mesmo na Construção. "A liberação da Caixa Econômica Federal para o resgate do fundo de garantia em 2018, e a eleição de um novo governo trouxeram confiança ao que diz respeito a economia do país", finalizou.
*Texto supervisionado pelo editor.