O Alto Tietê registrou 173 novos casos de Aids até o mês de novembro deste ano. Durante os doze meses de 2016, foram 210 casos, e, em 2017, 199. Se continuar nesse ritmo, este ano deve fechar em 188 casos. Os dados são das cidades de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Mogi das Cruzes, Poá e Suzano. A Aids é uma doença do sistema imunológico que surge da infecção pelo vírus HIV. Com isso, a pessoa que contrai tem o sistema imunológico enfraquecido, ficando vulnerável às doenças.
A cidade que mais registrou casos este ano foi Mogi. Ao todo, de janeiro a novembro, 57 pessoas foram diagnosticadas com Aids. Em 2016, foram 83 diagnósticos positivos e em 2017, 80. Em Mogi, há o Programa Municipal de DST/Aids, que realiza ações de prevenção externas todas as terças-feiras em empresas e espaços públicos, por exemplo. Para potencializar a prevenção, os alunos de escolas estaduais e municipais também recebem orientação durante oficinas que acontecem nas segundas, quintas e sextas-feiras.
Os casos registrados em Suzano até o mês de novembro também foram altos, com 52 pessoas infectadas. Neste mês, haverá uma campanha voltada à prevenção da doença, chamada Fique Sabendo. Para se ter uma ideia, em 2016, 59 pessoas foram diagnosticadas com Aids na cidade, e em 2017, 54. Em Ferraz, este ano, 34 novos pacientes são portadores da doença, enquanto que em 2016, foram 30, e em 2017, 32. Durante o ano, a prefeitura realizou ações de conscientização. "Exemplos destas ações ocorreram no Carnaval e, em outras oportunidades, na Casa de Passagem do município, em eventos sociais de comunidades e do Centro de Integração a Cidadania (CIC), Centro do Idoso, supermercados, além de ações nos próprios equipamentos de saúde", informou.
Em Poá, 29 pessoas foram diagnosticadas com a doença, assim como durante todo o ano de 2016. Já em 2017, 30 novos pacientes começaram o tratamento contra a doença. Os menores casos foram em Biritiba e em Guararema, que registraram, respectivamente, este ano, um e nenhum caso. Entretanto, em 2016, sete pessoas em Biritiba receberam o diagnóstico positivo e duas em 2017. Enquanto isso, em Guararema, foram apenas dois casos em 2016 e um no ano passado.
Em Itaquaquecetuba, 69 pessoas foram diagnosticadas como portadoras do vírus, enquanto que em 2016, foram 63 e, ano passado, 69. Por sua vez, em Arujá, 14 novos pacientes receberam o resultado positivo para o vírus. Já em 2016, foram 16 pessoas e, em 2017, 10.
O causador da Aids é o vírus da imunodeficiência humana, conhecido como HIV. Entretanto, se a pessoa é diagnosticada como portadora do vírus, não quer dizer que ela tenha Aids, mas podem transmitir o vírus a outras pessoas por meio de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e amamentação, segundo o Ministério da Saúde.