A retomada do convênio médico com o Hospital Sepaco para os mais de 200 papeleiros aposentados e pensionistas da empresa Multiverde Papéis Especiais pode ser definida na próxima semana. Uma assembleia foi realizada na manhã de anteontem na sede do Sindicato dos Papeleiros de Mogi das Cruzes e Região, e, segundo o presidente da entidade, Márcio Cruz, eles caminham para uma solução temporária emergencial com o pagamento dividido entre a empresa e os papeleiros.
A proposta apresentada na assembleia, de acordo com Cruz, prevê que a empresa contribua mensalmente com R$ 50 mil e cada aposentado e pensionista com R$ 224 para a criação de um fundo que será usado para custear consultas e exames. O acordo agora dependeria da elaboração dos contratos e a adesão dos interessados. Ainda não há uma data para uma reunião entre a empresa, o Sepaco e o sindicato, mas a expectativa de Cruz é que o encontro ocorra na próxima semana. "Nós trabalhamos para que o acordo seja fechado o mais rápido possível", afirmou.
O vereador Iduigues Martins (PT), que é conselheiro do Sepaco, acompanha o caso. Segundo ele, 90% dos aposentados e pensionistas são de Mogi das Cruzes. "É algo histórico no setor de papel e celulose, que o trabalhador adquire o direito de ter assistência médica pelo resto da vida. A empresa está em uma situação econômica difícil, e enquanto ela não se resolve, eles afirmam que dispõem apenas de R$ 50 mil mensais para mais de 200 aposentados. Estamos procurando uma saída paliativa", destacou. A expectativa do vereador que atuou no setor sindical por mais de 20 anos é que o sindicato feche o acordo na próxima semana.
No início do mês, os papeleiros já haviam se reunido para discutir a situação. Entre os dias 18 de setembro e 5 de outubro, um protesto foi feito em frente a unidade, no bairro Alto do Ipiranga, cobrando uma solução para a suspensão do convênio.