O universo dos jogos on-line ainda se mostra muito preconceituoso e quem sofre com isso são as mulheres. A única representante do sexo feminino presente no evento de apresentação dos jogos eletrônicos da escola SuperGeek, realizado no Polo Digital, foi a pequena Isabela Marques, 9 anos. Ela está na escola há um ano e seis meses e conta como se sente sendo a única garota premiada. "Estou feliz por ser a única menina, foi muito divertido fazer este projeto, mas gostaria que tivesse mais meninas na minha sala e apresentando o projeto comigo".
A professora da escola, Priscilla Ayumi, praticante de jogos on-line, disse que, muitas vezes, é preciso ter pulso firme para continuar jogando. "O pensamento é muito machista dentro dos jogos, às vezes eu tenho que gritar e xingar para ser respeitada. Em algumas oportunidades eu jogo melhor que muitos homens e sou ofendida por isso, mas não penso em desistir", afirmou Priscilla.
Um dos casos mais recentes de segregação nos e-esportes, foi com a jogadora profissional Danielle "Cherna" Andrade que foi alvo de xingamentos após ser indicada como uma das melhores atletas de um jogo on-line. Na ocasião, a jogadora recebeu mensagens com conteúdo ofensivo e ataques pessoais. (F.A.)