"O bairro Vila Oliveira não está preparado para receber um grande fluxo comercial". A afirmação é do diretor de assuntos institucionais da Associação de Moradores da Vila Oliveira e Adjacências (AMVOA), Paulo Ernani Bergamo, de 57 anos. Representantes do bairro se reuniriam hoje na Câmara de Mogi para discutir as propostas de mudanças na lei de zoneamento, mas o encontro foi adiado para o dia 22 de fevereiro do ano que vem. A mudança na data aconteceu após um pedido feito pela AMVOA.
As alterações na lei incluem a liberação de construção de prédios e implantação de comércios em qualquer local do bairro.
O diretor da associação afirmou que a Vila Oliveira já foi consolidada como um bairro residencial e que a estrutura não é ideal para receber comerciantes. "Falta manutenção no saneamento, abastecimento de água - que não é adequada - e o asfalto. A prefeitura não está sendo diligente. Além disso, trata-se de uma área estritamente residencial", argumentou, afirmando ainda que alterações no zoneamento devem ser feitas apenas após a definição do Plano Diretor do município (leia mais na página 6), ainda em análise.
Bergamo ainda apontou o que seria prejudicado no bairro casa a mudança fosse aceita pelo prefeito Marcus Melo (PSDB). "Adensamento populacional e aumento no tráfego em um local que não tem infraestrutura adequada", esclareceu. "Os locais do bairro desenvolveriam ilhas de calor que, por falta da arborização e pela barreira que os prédios aos ventos, o asfalto absorveria o calor e a região deixaria de ser arejada, o que afeta também o clima da cidade", elucidou.
Mão Única
Outra questão discutida na mudança do zoneamento é troca de mão dupla para mão única na avenida Capitão Manoel Rudge. Segundo Bergamo, foram colhidas, na semana passada, 60 assinaturas de comerciantes contra a medida.
*Texto supervisionado pelo editor.