Os moradores e comerciantes do bairro Vila Oliveira apontaram diversos motivos para não aceitarem a mudança no zoneamento. O proprietário de uma hortifruti, localizada no início da avenida Capitão Manoel Rudge, Tadeu Hamasaki, de 36 anos, opinou que a mudança deixará a situação ruim para o comércio atual. "Por conta das casas, nosso público são os moradores. Se diminuir a característica residencial, reduz a clientela", disse.
Hamasaki apontou que poderia ter um limite de número no comércios e também afirmou ser contra a mudança da mão dupla para mão única da avenida onde o seu estabelecimento está localizado. "As duas mãos possibilitam que mais pessoas utilizem meu estabelecimento", completou.
Já o proprietário de um restaurante, na mesma avenida, Sérgio Fernandes Diniz, 21, acredita que a mudança seria uma boa opção. "O comércio deveria se espalhar, sair da região central. Um replanejamento no centro só atrapalharia", argumentou.
As moradoras Marcela Ohara Bianchesi, 30, dentista; Liana Nunes de Siqueira Ohara, 54, enfermeira e Pasqualina dello Russo Giannotti, 62, professora aposentada, são contra. Para elas, a mudança tiraria a tranquilidade do bairro, além de que, a instalação de mais comércios, deixaria as ruas com muitos carros estacionados. (N.F.)