A Indústria perdeu participação no Produto Interno Bruto (PIB) de Mogi das Cruzes, com uma queda de sete pontos percentuais em sete anos. Em 2010, a representatividade era de 32,3% e, em 2016, chegou a 21,5%. No período, o crescimento do setor foi de apenas 5%, com o valor sempre em torno de R$ 3 bilhões. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O setor industrial registrou um aumento significativo entre 2012 e 2013, quando houve um incremento de 14,5%, porém, entre 2014 e 2015, a queda foi de 7,4%, com a retomada de apenas 1,2% no intervalo entre 2015 e 2016. Por outro lado, o setor mais representativo é o de Serviços, que corresponde a praticamente metade do PIB alcançado em 2016. O segmento registrou uma alta de 92,59% nestes sete anos, partindo de R$ 4 bilhões para R$ 7,7 bilhões.
O valor de tudo que é produzido na cidade teve um incremento de 53,64% nestes sete anos. Em 2010, o PIB era de R$ 9,3 bilhões e, em 2016, chegou a R$ 14,4 bilhões. A cidade responde por 31% do PIB regional, que teve uma variação semelhante, subindo de R$ 29,7 bilhões para
R$ 45,9 bilhões.
Já a Agricultura foi o setor que mais cresceu entre 2010 e 2016. O valor acumulado aumentou 173,84% no período, saltando de R$ 143 milhões para R$ 392 milhões, embora represente apenas cerca de 2,7% da produção mogiana no período. Destaque também para administração pública e seguridade social, com alta de 68,21%. Em menor proporção e com oscilações negativas entre 2013 e 2014 (-8,6%) e 2015 e 2016 (-5,8%), os impostos também apresentaram aumento. Os tributos tiveram um incremento de 26%. Em 2010, eram R$ 1,3 bilhão, e em 2016, R$ 1,7 bilhão.
E, ainda, enquanto a população da cidade aumentou 10% no período, o PIB per capita, ou seja, a divisão do que é produzido pelo total da população, cresceu 38,5%. Em 2010, eram 387.241 habitantes com um valor per capita de R$ 24.248,23 e, em 2016, 429.321 pessoas, com o valor de R$ 33.602,58.