Os comerciantes confirmaram que as vendas do Natal neste ano foram "dentro da expectativa". Apesar de não haver um grande crescimento no número de clientes em relação ao mesmo período de 2017, os lojistas não tiveram prejuízos ao longo de dezembro. Já na avaliação de alguns consumidores, o preço de alguns itens subiu significativamente.
O dono de uma loja de roupas no centro, Hyro Cardoso, avaliou como positivas as vendas deste mês. "Vendemos bem neste final de ano, mas tudo dentro do esperado, nada que tivesse nos surpreendido. Em relação a 2017, as vendas cresceram um pouco". Cardoso ainda afirmou que os sapatos e as roupas femininas foram os produtos mais procurados.
Em outro estabelecimento na região central de Mogi, o gerente Douglas Leandro também avaliou como "crescimento dentro do programado". "Dezembro é um mês muito forte para o comércio e sempre aumenta o número de vendas. Tivemos, sim, crescimento, mas dentro do previsto. O fluxo de pessoas comprando no Natal foi bom e hoje (ontem) já começamos o período de trocas dos artigos". Para janeiro do ano que vem, Leandro pretende aumentar a estrutura da loja para receber mais clientes. "Nós vamos nos estruturar melhor, fazer promoções e dar vazão para o que sobrou do Natal", completou.
Já o gerente de uma loja de sapatos, Alexsandro José da Rosa afirmou que as vendas de Natal foram piores do que o planejado. "Esperávamos um crescimento de 10% em relação ao Natal do ano passado, mas isso não ocorreu. Hoje ainda estamos com 2% de aumento e pretendemos fechar o ano com ao menos 5%,", disse. Rosa acredita que a "indecisão do consumidor atrapalhou nas compras". "Acho que o povo não está tão confiante em comprar ainda. As pessoas estão preferindo dar lembrancinhas no lugar dos tradicionais presentes". Para o começo do ano que vem, a loja também irá fazer uma liquidação com os produtos que não foram vendidos no Natal.
A professora Shirley Domingues, 58, que mora no bairro Jardim Armênia, foi ao centro de Mogi, ontem, para comprar os presentes que ainda faltavam. "Não tive tempo neste ano para comprar os presentes para minha família. Os preços estão bons, mas é preciso fazer uma boa pesquisa para conseguir achar os melhores produtos", afirmou Shirley. Segundo ela, outro fator que fez com que não comprasse tanto nesse Natal foi o poder aquisitivo.
Já a microempreendedora Camila Fernandes, 30 anos, do bairro Cidade Jardim, também preferiu comprar em Mogi, mas relatou que os preços aumentaram. "O que eu mais comprei foram roupas e sapatos. Em relação a 2017 os preços subiram, sim, mesmo pesquisando bastante, ainda senti esse aumento no preço dos produtos", concluiu Camila.
*Texto supervisionado pelo editor