Recuperação é a palavra de ordem para o comércio, de acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes (Sincomércio). O presidente do Sincomércio, Valterli Martinez, revelou que 2018 foi atípico por conta de grandes eventos como a Copa do Mundo e as Eleições e, principalmente, pela paralisação dos caminhoneiros, considerando assim, o pior ano para o segmento comercial.
O setor está em constante recuperação desde 2014, segundo Martinez, quando a crise econômica gerou a queda de 40% nas vendas. Até o momento teriam sido recuperados apenas 9%, enquanto estudos apontavam que a recuperação seria em dez anos, a partir de 2015. Ele acredita que o setor consegue se recuperar, pelo menos em 30% até o final de 2022.
A queda das vendas ao longo do ano de 2018 foi de 4% em relação a 2017, percentual abaixo do esperado pelo sindicato, que previa um aumento de 6% a 8%. "Mesmo com o crescimento, ainda estamos com o patamar negativo e vai demorar para voltar a ser como 2011 e 2012", relembrou. Segundo ele, nesta época o comércio estava operando no máximo e, até mesmo, acima do necessário.
No cenário geral, a recuperação do comércio se alimenta da esperança do novo governo, e a previsão é de que se consiga um aumento de 10% para o setor. "A expectativa está no que o governo está pregando. Os comerciantes estão otimistas e isso os anima a investir seus empreendimentos", argumentou.
Outro fator que deve contribuir para a recuperação e ajudar os comerciantes a investirem mais em seus negócios é a liquidação das inadimplências com o 13º salário, o que deve aquecer as vendas. Isoladamente, o Natal representou um aumento com relação a 2017. "Esperávamos um percentual entre 3% e 5%, mas obtivemos 8% no aumento nas vendas em relação ao ano passado", revelou. (*Texto supervisionado pelo editor).