O vereador Caio Cunha (PV), durante sessão realizada ontem na Câmara de Mogi, comunicou que apresentará hoje uma Moção de Apelo ao governo do Estado para obter informações a respeito da escada Magirus, também conhecida como escada giratória, do Corpo de Bombeiros de Mogi das Cruzes. De acordo com Cunha, o equipamento, simplesmente, desapareceu.
A equipe do parlamentar, ao entrar em contato com as duas unidades dos bombeiros do município - uma localizada no bairro do Shangai e a outra no distrito de Braz Cubas -, não conseguiu obter informação sobre o paradeiro da escada. "Esses dias fui questionado por um conhecido meu sobre a escada. Essa pessoa foi aos bombeiros para saber onde a escada está guardada, mas ninguém soube responder", disse o vereador.
Com o equipamento, é possível que os profissionais cheguem a locais com difícil acesso, por exemplo, no alto de um prédio. "Quando eu morava em prédio, uma vez os apartamentos pegaram fogo e um homem estava desesperado na janela, quase pulando. Mas os bombeiros utilizaram a escada para salvar a vida da pessoa", relembrou Cunha.
De acordo com o vereador Otto Rezende (PSD), no ano de 2001, quando a escada também desapareceu, até mesmo empresários da cidade chegaram a reivindicar por ela. O parlamentar também ressaltou que o equipamento foi utilizado pela última vez em um incêndio, em 2015, no bairro Nova Mogilar. Em matéria publicada pelo Grupo Mogi News de Comunicação, no dia 21 de outubro de 2015, um apartamento do bloco Dália, no Condomínio Flor 2, pegou fogo depois que o gás de cozinha gerou uma explosão. Na ocasião, ninguém se feriu, no entanto, o corpo de bombeiros utilizou a escada Magirus para conter as chamas. 
Em relação às investigações, o vereador Francisco Moacir de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra, apontou que pode ter acontecido alguma situação que levou o equipamento a ser removido para outra alguma outra cidade. "Isso deve ser investigado junto ao Corpo de Bombeiros, mas acredito que deva ter acontecido alguma ocorrência no passado, em outra cidade, e o equipamento acabou sendo levado para atender alguma emergência", declarou.
Santa Casa
Ainda durante a sessão, o vereador Péricles Bauab (PR) levantou alguns questionamentos sobre as dificuldades da Santa Casa de Mogi das Cruzes. Segundo ele, muitas pessoas não entendem as dificuldades que o hospital passa. "Quero mostrar um dado, principalmente no setor de Obstetrícia. Se não tivesse a Maternidade da Santa Casa, não teria necessidade de mais verba para reforma, no entanto, um parto normal custa R$ 1.869,56, mas o Sistema Único de Saúde (SUS) paga R$ 443,40, o que dá um prejuízo de
R$ 1,4 mil", apontou.