Em trechos de novas anotações do atirador da Catedral de Campinas, divulgados ontem, ele fala da vontade de "fazer algo grande" para chamar a atenção do Estado e menciona "massacre". João Euler Grandolpho, de 49 anos, que matou cinco pessoas e depois se matou, na segunda-feira, fala em "carregar a CZ", em referência à pistola semiautomática 9 mm que usou nos assassinatos.
Os escritos foram encontrados em nova busca feita pela Polícia Civil no quarto de Grandolpho, na casa da família, em Valinhos. Para o delegado José Henrique Ventura, diretor do Departamento de Polícia Judiciária (Deinter 2) de Campinas, as datas nas anotações indicam que ele tinha a arma havia ao menos um ano. "As munições também são antigas, indicando que ele podia estar preparando isso (o ataque) há algum tempo", disse.
Nos escritos, Grandolpho reclamava de perseguição e da falta de ação da polícia contra os supostos perseguidores. "Infelizmente (sic) elas só param com ajuda profissional (o Estado negou, minha família negou) ou com um massacre", escreveu o atirador. (E.C.)