Os casos de morte por afogamento no Alto Tietê, registrados no período de janeiro a novembro deste ano chegaram a 32. No entanto, no mesmo período do ano passado, foram 34 casos, ou seja, quase três mortes por mês. As informações foram divulgadas ontem à reportagem pelo 17º Grupamento do Corpo de Bombeiros do posto do Shangai de Mogi das Cruzes. A cidade que lidera o ranking de casos é justamente Mogi, sendo 14 mortes este ano e 18 no ano passado. Em Suzano, os números também são significativos, já que foram registrados cinco casos no ano passado e dez neste ano. Nesses municípios há locais conhecidos que a população utiliza para se refrescar, como a represa de Taiaçupeba, em Mogi e a Lagoa Azul, em Suzano.
No verão, de acordo com o comandante do 17º Grupamento, o 1º tenente Miyatake, os casos de afogamento aumentam, principalmente nas cidades reservatório de água. "Além da represa de Taiaçupeba, há alguns lagos e rios em Jundiapeba. A pessoa vai se refrescar nesses locais e não sabem nadar, são lugares impróprios para banho, qu e tem um terreno irregular", disse. Só nesse mês de dezembro, foram registrados mais três casos de afogamento em Mogi.
Os óbitos por afogamento em Itaquaquecetuba tiveram um aumento, passando de dois, em 2017, para seis este ano. Já em Salesópolis, foram quatro casos de janeiro a novembro do ano passado, e nenhum este ano, assim como em Biritiba Mirim, que teve três mortes por afogamento ano passado e nenhuma este ano. Guararema e Ferraz de Vasconcelos tiveram apenas um caso nos dois períodos analisados. Em Poá, nenhuma ocorrência foi registrada. "Pensando em vida, que é o patrimônio que a gente preserva, os números são altos. Quando ocorre um afogamento, recebemos a ligação via 193 e vamos ao local. Com isso, o mergulhador com cilindro e máscara vai fazer a busca pelo corpo, perguntar para as pessoas que testemunharam o afogamento onde o corpo estava", informou Miyatake. De acordo com o comandante, o tempo médio que as pessoas demoram a solicitar os bombeiros fica em torno de 15 minutos.
Para evitar ocorrências de afogamento, os bombeiros orientam para que as pessoas não confiem em boias, não mergulhem se tiverem ingerido bebidas alcoólicas, tomar cuidado com pedras e se não conseguir encostar os pés no fundo, não tente continuar nadando. "O adulto não pode deixar a criança sozinha. Em dezembro tivemos o caso de um menino de 13 anos que se afogou, um garoto não pode estar em um lugar desses", alertou o comandante.
Treinamento
A Defesa Civil de Suzano iniciou no começo deste mês o processo de qualificação de agentes para atendimento na água, treinamento oferecido pelo Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. As atividades teóricas e práticas foram realizadas na Lagoa Azul, localizada no Jardim Imperador.