Arujá é a única cidade da região que está entre os 504 municípios do país que apresentam alto índice de infestação, com risco de surto para doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A informação é do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), divulgado anteontem pelo Ministério da Saúde, conhecido como mapa da dengue.
O Índice de Infestação Predial (IIP) de Arujá é de 6,2%. Casos da doença, porém, têm diminuído na cidade. Até ontem, foi confirmado apenas um caso de dengue autóctone, contra 13 no ano passado. A cidade também teve um caso importado de dengue em 2017 e outro de chikungunya.
Guararema, por sua vez, está entre os 1.881 municípios em alerta, com IIP entre 1% e 3,9%. O ministério classificou a cidade com 1,3%. Sem casos registrados em 2017, este ano foram confirmados dois pacientes com dengue, um importado e um autóctone. Embora fora de perigo, Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes estão entre os maiores índices, com 0,8%. Já Biritiba Mirim, Poá e Salesópolis estão totalmente fora de risco, e Ferraz de Vasconcelos, Santa Isabel e Suzano têm índices próximos de zero. 
A Secretaria de Saúde de Arujá informou que "o índice de densidade larvária na cidade é uma consequência do hábito das pessoas, mesmo diante das ações de conscientização e combate ao Aedes aegypti realizadas pela administração". E ressaltou que, neste ano, foi contratada uma empresa para manter uma equipe de 20 agentes atuando nos bairros no combate ao mosquito, com ações como vistorias e nebulização. A cidade também realiza em média 10 mil vistorias a residências e já recolheu 15 toneladas de pneus e três toneladas de inservíveis, como garrafas, vasos e baldes, dentre outras ações.
Já Guararema destacou que a cidade é a única da Região Metropolitana que tem todas as atividades de combate ao Aedes informatizadas: "Os agentes utilizam tablets com sistema operacional que registra as visitas casa a casa, através de georreferenciamento". Entre as ações realizadas, foram destacadas as visitas a imóveis, ações educativas em parceria com escolas, passeatas, campanhas publicitárias, brigadas contra o mosquito em prédios públicos municipais, dentre outras.