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O número de pessoas com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vem crescendo no Alto Tietê. Na região, houve uma alta de 14% nas emissões da primeira habilitação neste ano em relação a 2017, segundo informações do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de São Paulo. No ano passado, o número de CNHs passou de 15.671 para 17.858 neste ano. A cidade com o crescimento mais expressivo foi Itaquaquecetuba, com 42% em relação a 2017. Em 2017, foram emitidas 3.276 habilitações entre de janeiro a outubro, e neste ano, o número saltou para 4.658 no mesmo período.
Em Mogi das Cruzes, que também inclui Salesópolis, o número de emissões do documento de habilitação registrou um aumento bem menos expressivo que Itaquá, de 5%. Já as cidades de Arujá e Biritiba Mirim apresentaram quedas nas emissões do documento, ambas em 15%.
O crescimento do segmento de motoristas que trabalham com transporte de passageiros por meio de aplicativos, como Uber e 99Táxis, é um dos motivos avaliados por profissionais de autoescolas para o aumento na procura pela primeira habilitação. Assim como a concorrência entre as empresas, que faz com que os preços do processo de habilitação tendam a cair, conforme citou a diretora geral e proprietária da autoescola Miranda de Mogi das Cruzes, Adriana Miranda, de 31 anos, se referindo ao aumento significativo em Itaquá. "A queda do preço também é chamativa para o cliente e essa grande procura de mudança de categoria tem feito o número de matrículas crescerem", avaliou, apontando ainda que a presença da CNH no currículo é sempre positiva.
A diretora de ensino da autoescola De Marco, Débora Cáceres, 36, também em Mogi, reforça que a exigência do mercado de trabalho em relação ao porte da CNH fez com que as emissões aumentassem. "Também acredito que hoje em dia a habilitação é um complemento profissional", contou.
Para Adriana, o aumento tímido na região de Mogi é reflexo da crise econômica. "Acredito que essa porcentagem expressa como estamos nos mantendo. Com a crise foi preciso nos readequarmos, tanto nos preços como nos pacotes para manter o número de matrículas", explicou. Já a queda de 15% nas emissões registradas em Arujá e Biritiba estaria relacionada ao fato das autoescolas destas cidades não possuírem a opção de mudança de categoria, o que levaria as pessoas para outras cidades.
*Texto supervisionado pelo editor.
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