A presença de vendedores informais no interior do recuo das escadas rolantes e do gradil da estação central da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) estaria atrapalhando o trabalho da Polícia Militar, ou seja, impedindo a visão de agentes para detectar eventuais crimes, sobretudo, na entrada e saída de passageiros. A denúncia partiu do vereador Claudio Roberto Squizato (PSB).
No requerimento em forma de ofício destinado à direção da CPTM, o vereador destacou que a situação causada por trabalhadores ambulantes acontece em ambos os lados da estação, ou seja, nas Praças da Independência e da Bíblia. Para Squizato, a participação de vendedores informais também afeta a passagem de usuários do sistema ferroviário. Ele assegurou ainda que casos semelhantes ocorrem na estação Antônio Gianetti Neto, no Parque São Francisco.
Na tribuna, o parlamentar criticou a presença indiscriminada de trabalhadores informais também em outras vias públicas centrais na cidade. Squizato afirmou que não tem nada contra a categoria, no entanto, cobra somente mais organização por parte da administração da cidade. "No fundo, por falta de planejamento, esse segmento acaba deixando a nossa cidade ainda mais feia e bagunçada", disparou.
Na visão dele, tudo isso poderia e deveria estar sendo evitado se a municipalidade, de fato, fizesse cumprir o que determina a lei municipal 2.889/2009, que dispõe sobre o ordenamento de elementos integrantes da paisagem urbana local, a chamada Cidade Limpa, na época, inspirada na versão paulistana.