Com o lema "Lutando contra as drogas e ensinando a dizer não", 3.739 alunos do 5º ano de 43 escolas de Mogi das Cruzes, sendo 90% deles estudantes da rede municipal de ensino, se formaram ontem no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), realizado pela Polícia Militar em parceria com a Secretaria de Educação e a Diretoria de Ensino, que aconteceu no Ginásio Municipal de Esportes de Mogi. Ao final do programa, em cada escola, os alunos escreveram uma redação com o tema "Proerd", e, ontem, os que foram destaques receberam medalhas e certificados pela conquista, além de aproveitarem um show do cantor mirim João Vitor Mafra, do "The Voice Kids".
O programa está presente em mais de 40 países, tendo surgido nos Estados Unidos. Só em Mogi, no ano que vem, a atividade vai completar 20 anos. "No país é o maior programa de prevenção primária e ensinamos as crianças em parceira com a escola e famílias a prevenção contra o uso de drogas e violência de uma maneira geral, para que ela tenha uma vida tranquila", contou o comandante do 17º Batalhão de Mogi, o tenente-coronel Ary Kamiyama.
Os alunos recebem uma cartilha e em vinte aulas o policial-professor dá as instruções sobre diversos temas ligados às drogas e violência. Kamiyama explicou como funciona esse processo. "Temos uma cartilha e o policial-professor vai até a escola e leciona as aulas. Lá, ele ensina todas as técnicas e maneiras de dizer não às drogas e resistir à pressão daqueles que querem que elas usem", disse.
A parceria da PM junto aos órgãos de Educação da cidade é vista como uma irmandade, já que é na fase em que os estudantes estão no 5º ano, quando há influências externas consideradas perigosas ou benéficas, como pontuou a dirigente regional de ensino Araci Nunes Camargo. "São trabalhados os valores e temos de resgatá-los. São crianças saudáveis, cheias de vida e essa parceria é importante, já que se trata de um assunto de extrema importância".
Para os alunos, conhecer os malefícios das drogas e da violência é algo que vão levar para a vida. A estudante Ana Carolina Amorim de Jesus, de 10 anos, garantiu que a experiência foi "muito legal". "Foi algo incentivador, eu gostei da ideia e participei bastante. O que mais gostei de aprender foi sobre o mau que faz se você consumir drogas".
Já a estudante Julia Tamaoki Felis, 11, uma das alunas destaques, contou que além da importância do Proerd, ser reconhecida foi algo especial, já que sente que pode, quando crescer, conquistar um bom emprego. "Foi muito bom ser uma aluna destaque. É inspirador para mim, porque eu posso crescer e isso mostra que, no futuro, eu poderei ter um bom emprego".
Com o exemplo dos alunos, a secretária de Educação, Juliana Guedes, garantiu que se a criança acredita no policial, ela irá o respeitar e ter o respeito nas ruas e em ações. "Acho que todo mundo ganha com isso, sem dúvida acreditamos em prevenção, não em algo paliativo, mas que previna", concluiu.