Diretrizes e estratégias a serem adotadas pelo município nos próximos 20 anos para alcançar a sustentabilidade ambiental, econômica e financeira na gestão de resíduos sólidos, além de metas capazes de transformar o atual gerenciamento dos inservíveis em Arujá. Essas foram algumas das ideias abordadas na audiência pública de apresentação do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.
Segundo a secretária municipal de Meio Ambiente, Ionara Fernandes, "este é um trabalho enorme de avaliação que permitirá planejamento, estruturação e execução em longo prazo, assim como um melhor aproveitamento das possibilidades locais".
Elaborado pela Deméter Engenharia com recursos do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap) e sob supervisão da Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Agevap), o plano foi apresentado pelo engenheiro ambiental Guilherme Jauri Mazutti Michel, que detalhou o diagnóstico dos tipos de resíduo e as ações possíveis para a melhoria de cada item.
"Há diversas iniciativas que a cidade possui e que deve manter e ampliar. As leis já existem e estão em vigor, mas o Plano Diretor, por exemplo, precisa ser revisado", pontuou. A coleta seletiva é um dos pontos de destaque. A cidade é 100% atendida pelo serviço, no entanto, a adesão dos moradores ainda é pequena. "Ou chega pouco material à cooperativa ou ele chega contaminado por conta da separação incorreta", avaliou.
Outra situação que demanda atenção está relacionada à forma como os munícipes dispõem de seus resíduos cotidianamente. "A maior parte os coloca na calçada ou os pendura em muros. Ambas as práticas são inadequadas e geram sérios problemas, especialmente neste período de chuvas. São vários os transtornos. É preciso conscientizar e cobrar das pessoas o manejo adequado dos materiais", disse.