Kelwin Martins, de 14 anos, morador de Poá, sofre de miopatia muscular congênita desde os 7 anos. A doença é rara, degenerativa e progressiva e afeta os músculos. A mãe, Acácia Martins, lançou a campanha nas redes sociais pedindo por meio do site www.vakinha.com.br, para arrecadar o valor de US$ 15,5 mil para o tratamento em um hospital especializado em células-tronco em Ciudad del Leste, no Paraguai. Os sintomas mais comuns são fraqueza muscular, atrofia e dores musculares.
Com o dólar a R$ 3,88, a mãe de Kelwin precisaria de R$ 60.140 para pagar os custos, que é feito apenas à vista. Antes de saber que havia a possibilidade de fazer o tratamento em um país próximo ao Brasil, a família tinha a opção de levá-lo a um hospital especializado em células-tronco na Tailândia, no valor de R$ 160 mil. "Conseguimos encontrar esse hospital e vamos economizar quase R$ 100 mil. No Brasil o tratamento efetivo não existe, é feito apenas com fisioterapia, que não retarda a doença", explicou a mãe. Kelwin faz as seções de fisioterapia do Hospital das Clínicas em São Paulo há dois anos.
A campanha está disponível no site www.vakinha.com.br/vaquinha/todos-pelo-kelwin e o prazo para a arrecadação é até o fim de março de 2019. A meta está em R$ 60 mil, valor que será destinado apenas para o tratamento. A passagem hoje, de ida e volta, para o Paraguai por pessoa está no valor de R$ 1.917 mil. Acácia contou que a família optou arcar com as despesas da viagem, uma vez que o valor é menor que a do tratamento. "Por ser um valor menor, damos um jeito entre os familiares e tentamos conseguir esse valor para a passagem", contou. O passaporte para viajar até o Paraguai não é obrigatório para brasileiros, uma vez que o país é membro do Mercosul.
Tratamento
O tratamento da miopatia muscular congênita do menino Kelwin, no hospital especializado em células-tronco do Paraguai, é realizado com três injeções em um intervalo de um mês cada. Ele ficará internado durante todo o dia da aplicação. Acácia contou que o tratamento impossibilita a progressão da doença e garante uma vida confortável. "Ele não vai voltar a ser a mesma criança antes do diagnóstico, mas vai conseguir ter uma vida mais agradável", desabafou a mãe. Ela ainda contou que após o tratamento o neurologista recomendou que o menino ainda faça uma cirurgia de correção da coluna por conta da escoliose, que se desenvolveu em decorrência da doença.
*Texto supervisionado pelo editor