Os divórcios aumentaram nas cidades do Alto Tietê. Entre 2016 e 2017, o número de casais que se separaram cresceu 21%. No primeiro ano foram registrados 3.672 divórcios, e no ano seguinte, 4.456. Os dados do ano passado fazem parte da Estatística do Registro Civil, divulgada ontem pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os municípios da região, o maior aumento foi em Salesópolis. A cidade registrou 52 divórcios no ano passado, e apenas 25 no ano anterior, o que representa um crescimento de 108%. Em Itaquaquecetuba, também houve uma alta significativa de 52%. O número de divórcios saltou de 765 para 1.164 casos.
Mogi das Cruzes, embora tenha o maior de divórcios da região (1.257 registros em 2017), a variação é de apenas 3% em relação ao ano anterior. Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Santa Isabel, por outro lado, tiveram crescimento próximo de 20%. Apenas Guararema apresentou queda de 11%.
Já o número de casamentos caiu 2,7% no Alto Tietê: Em 2016, 11.606 casais oficializaram a união, no ano passado foram 11.288. A cidade com maior queda foi Arujá, com uma redução de 12,98% de uniões. No ano passado, foram 476 casamentos, e no ano anterior, 547.
Líder no crescimento de divórcios, Salesópolis também lidera quando leva-se em conta o aumento de casamentos. A cidade registrou 119 uniões em 2017 contra apenas 70 no ano anterior - alta de 70%.
Nascimentos
O levantamento do IBGE ainda destaca os nascimentos registrados no ano passado. A região apresentou uma alta de 1,57% no comparativo com o ano anterior. Em 2016 foram 22.203 nascimentos, e no ano passado, 22.552.
O maior aumento ocorreu em Suzano, onde 4.103 crianças nasceram no ano passado, enquanto que em 2016 foram 3.639 - alta de 12,75%. Salesópolis e Biritiba Mirim apresentaram uma queda semelhante de aproximadamente 8%.
O número de óbitos, por outro lado, se manteve praticamente estável nas cidades do Alto Tietê. Foram 8.295 falecimentos em 2016 e 8.240 no ano seguinte, uma variação de apenas 0,6%. A maior queda, porém, ocorreu em Guararema, onde os óbitos diminuíram 24%.