O Dia da Consciência Negra é comemorado hoje em todo o território nacional. Em Mogi das Cruzes, apesar de não ter sido decretado feriado, a prefeitura definiu uma série de eventos para lembrar a data. Um dos destaques da programação é o 1º Congresso de Cultura Afro Brasileiro do Alto Tietê, que acontecerá a partir das 10 horas do dia 24 de novembro, nas dependências da Brazcubas Educação. Apenas nos municípios de Ferraz de Vasconcelos, Biritiba Mirim, Suzano, Itaquaquecetuba e Arujá foi decretado feriado.
O Centro de Artes e Esporte Unificado (CEU das Artes), na Vila Nova União, também servirá como palco para o 6º Festival de Culturas Negras, com palestra, apresentação de teatro e também o 4º Concurso de Beleza Negra. O festival teve início na última quarta-feira e se estenderá até o dia 1º de dezembro. O evento terá debates literários, ciclos de estudo, apresentações de dança, teatro, cultura popular, show musicais, roda de capoeira e concurso de beleza.
Na manhã da última sexta-feira, a reportagem esteve na Praça Oswaldo Cruz para ouvir a opinião dos mogianos sobre a celebração. De acordo com o operador de produção e morador da Vila Nova Cintra, Vladmir Aparecido, 40 anos, a data é muito importante. "O dia é muito importante pois traz a conscientização diante das dificuldades que passamos no dia a dia", afirmou.
A data realmente tem por objetivo ressaltar a luta dos negros diante das dificuldades que passaram e que ainda passam. Este período faz menção à morte de Zumbi dos Palmares, o último dos líderes do Quilombo dos Palmares, que se localizava na Serra da Barriga, atual Estado de Alagoas, e grande símbolo de resistência e força contra a escravidão.
A cabeleireira e moradora da Vila Municipal, Mara Eça, 47, disse que Mogi deveria ter a data como feriado. "Em minha opinião, essa 'não comemoração' soa um pouco de preconceito. Apesar de que, se fosse feriado, iria atrapalhar as vendas dos comerciantes. O país já está em crise e muitos feriados não são vantajosos para os lojistas", ressaltou.
O congresso no sábado é uma coorganização da Associação Axé Mogi, Fórum Mogiano LGBT, grupo Herança Cultural, Instituto Zambiê Arte e Cultura Afro Indígena Brasileira, Instituto Sementinha, CEU das Artes, Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, Unegro e Prefeitura de Mogi, por meio da Secretaria de Cultura.
* Texto supervisionado pelo editor.