Os primeiros sinais de que o Natal está chegando pode ser notado nas lojas que começam a expor os artigos das festas de final de ano. Apesar disso, os comerciantes do centro de Suzano apontam que ainda é muito cedo para estipular uma expectativa nas vendas. Mesmo assim, alguns lojistas, baseados nas vendas ao longo do ano, estão com perspectiva pessimista para o período.
A gerente de uma loja de moda, Juliana da Silva, de 33 anos, comentou que antes esperava que novembro fosse melhor nas vendas do que os meses anteriores. "A esperança é que comece a esquentar na 'Black Friday'", disse ela, se referindo às promoções que ocorrerá em duas semanas. Juliana contou que na semana do evento, o número de vendas pode ser 30% maior do que o do ano passado. Já para o Natal ela destacou que é muito cedo determinar um percentual e acrescentou que os clientes ainda não estão comprando presentes.
É o caso da professora Márcia Igari, 58, que afirmou estar esperando o 13º salário para ir às comprar. "Minha família realiza amigo secreto em todos os natais e as pessoas costumam indicar o que querem ganhar, então vou esperar". Apesar da disponibilidade de artigos decorativos para o Natal, a professora revelou que ainda não começou a enfeitar a casa.
O gerente de uma loja de departamentos, Laudo Koga, 44, confirmou que as pessoas, no momento, estão procurando apenas os enfeites. "Acredito que na primeira semana de dezembro, quando as pessoas receberem o 13º, elas comecem a comprar os presentes", constatou. Ele ainda apostou em um percentual para o aumento das vendas e palpitou que poderá ser o mesmo de 2017: de 5 a 10%. Koga avaliou que a loja deve contratar mais funcionários e que atualmente estão apenas preparando o estoque para as vendas de Natal.
Em uma loja de moda feminina, a gerente Katia Cândido Nunes de Carvalho, 30, também afirmou que é muito recente afirmar um percentual de expectativa. "O movimento da loja esse ano foi bem baixo, esperamos que melhore em dezembro, mas comparando os dois anos anteriores as vendas podem cair", estipulou. A análise pessimista, contou ela, é devida a baixa procura pelos produtos ao longo do ano. Katia mencionou que, apesar das baixas expectativas, a loja fará contratações para dezembro.
Lembrancinhas
A enfermeira Lilian Barcelos, 21, começou a comprar itens de decoração. Ela afirmou que mora com os pais e que, pelo fatos deles não gostarem das festividades, vai decorar apenas o quarto. "Eu estou achando os preços das árvores pequenas muito caro, comparando com os preços do ano passado", disse. Enquanto aos presente de Natal, a enfermeira já começou a elaborar as lembrancinhas que costuma fazer todos os anos.
*Texto supervisionado pelo editor.