Comerciantes do Largo Prefeito Francisco Ribeiro Nogueira, conhecido como Largo 1º de Setembro, no centro, pedem reforço na segurança da área, além de obras de revitalização do endereço. De acordo com eles, a presença de moradores em situação de rua também gera uma série de transtornos.
A comerciante Cineide Maria de Oliveira Figueiredo, de 54 anos, afirmou que diversas lojas já foram arrombadas na área. "No ano passado, tentaram entrar na minha loja, no comércio vizinho foi pelos fundos. O problema maior são os moradores de rua. Já pensamos em tirar os bancos e os canteiros para evitar que eles fiquem sentados. As pessoas têm medo de passar. Estou com a loja há quatro anos e tem cliente que nem sabia. Precisamos de mais policiamento. A Guarda Municipal está trafegando mais, mas queremos mais segurança", ressaltou.
Para o comerciante Hamilton da Silva Pudo, 56, a praça precisa passar por uma obra de revitalização. "Poderíamos ter uma praça de alimentação, já temos as barraquinhas, que podiam ser transformadas em quiosques. Essa é uma praça histórica. É preciso olhar esse lugar com outros olhos", afirmou.
De acordo com a comerciante Nilza Chaves Pudo, 54, a instalação de uma base da Polícia Militar ajudaria a minimizar o problema. "As pessoas não conseguem usar o ponto de ônibus. Trabalhamos com alimentos e temos de conviver com o mau cheiro", acrescentou.
A comerciante Viviane Ferreira, 33, contou que a praça sofre com os casos de vandalismo. "Às vezes, chego para abrir a loja e têm moradores de rua na porta. Alguns ficam falando palavrões, isso incomoda os clientes que acabam indo embora. Não tem como pegar o ônibus no ponto porque eles ficam no local. Vou para a faculdade à noite e tenho que correr quando o ônibus está chegando", disse.
A comerciante Ludmila de Lima Franco, 41, avaliou que o problema são as pessoas que se infiltram entre os moradores em situação de rua. "Com eles não tenho nenhum problema. A questão são as pessoas que vêm de fora e se misturam entre eles. Moro perto e não tenho coragem de vir à noite comer um lanche na praça. Na escadaria, as pessoas usam drogas. Deviam reforçar o policiamento", solicitou.
O comandante interino do 17° Batalhão da PM, major Luis Claudio Figueiredo Barnabe, informou que a corporação está realizando um trabalho conjunto com a Guarda Municipal para reforçar a segurança do endereço. "Estamos atuando para coibir os casos, especialmente de pequenos furtos. Foi detectado que nos horários das 19 horas e 24 horas eram críticos. Contamos ainda, com apoio e policiamento da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas)", disse.
Barnabe explicou que a implantação da base não é viável. "Não é a política do comando, pois as bases consomem muito. É preciso colocar um policial para cuidar apenas da estrutura física. No caso da praça, como é um próprio municipal, é de responsabilidade da Guarda Municipal, mas em eventual ocorrência podemos atuar em apoio e prevenção", destacou.