Com a chegada do calor, já aquecendo as turbinas para o verão que começa em 21 de dezembro, muitas pessoas procuram represas e lagoas para se refrescar e passar o dia com a família e amigos, porém, esses locais oferecem grandes riscos à população. No Alto Tietê, os ambientes com maior incidência de afogamento são a represa de Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes, e a Lagoa Azul, em Suzano. A equipe do Grupo Mogi News esteve nas duas regiões na manhã de ontem para ouvir os frequentadores desses locais.
Na última quinta-feira, um homem de 51 anos morreu afogado na represa de Taiaçupeba ao tentar atravessar de uma margem passa a outra. A vítima estava com seus familiares, mas após ingerir bebida alcoólica entrou na represa e se afogou. 
Apesar das placas que informam a proibição de nadar na área, muitas pessoas se arriscam. Assim afirmou a comerciante e moradora do bairro Alto do Ipiranga, Elizabeth Barboza, 57 anos. "Eu tenho meu comércio há três anos aqui próximo à represa e sempre têm casos de afogamentos. É muito triste, mas essas ocorrências acontecem porque, infelizmente, as pessoas abusam", disse.
Já o aposentado e morador do bairro Mogi Moderno, José de Souza, 62 anos, alertou que a Prefeitura de Mogi deveria dar mais atenção ao local. "Todo fim de semana eu passo aqui e está sempre cheio de visitantes. A administração municipal deveria pegar um local como esse e fazer um grande ponto turístico, com mais segurança para a população", sugeriu.
Em Suzano, há uma obra ao lado da Lagoa Azul que ajudou no acesso mais rápido ao local, onde também há diversos casos de afogamento e mortes. O mais recente ocorreu no começo deste mês, quando uma criança de 12 anos, que estava acompanhada pelo pai, se afogou e morreu. E a represa em Suzano não é utilizada apenas pelos moradores da cidade e região do Alto Tietê, já que também recebe visita de moradores de outros locais, como da capital paulista. Conforme relatou o desempregado e morador do bairro da Mooca, zona leste de São Paulo, Luciano Lino Arantes de Souza, 40, muitas pessoas se arriscam na lagoa. "Já ouvi muitos relatos de pessoas que morreram aqui. Infelizmente eu estou morando na rua e vim até a Lagoa para conseguir lavar minhas roupas, mas não vou me arriscar a entrar".
O número de afogamentos durante o ano passado nas represas e lagoas da região foi de 34. Os meses com mais casos registrados foram janeiro e dezembro, de acordo com dados do gabinete de operações do 17º Grupamento do Corpo de Bombeiros.
*Texto sob a supervisão do editor.