A operação nacional Proclamação da República realizada pela Polícia Rodoviária da zero hora da última quarta-feira até a meia-noite de domingo terminou com quatro mortes no Estado de São Paulo, nenhuma delas ocorreu na região. Comparada com a Operação Zumbi dos Palmares de 2017, houve uma morte a mais, apesar da redução do número de acidentes e de feridos.
Os acidentes com mortes aconteceram todos durante a noite ou madrugada. O primeiro ocorreu na madrugada de quinta-feira quando uma moto colidiu contra a traseira de uma carreta em Pindamonhangaba. Os dois ocupantes morreram. Também de madrugada, outra colisão traseira aconteceu em Taubaté, na sexta-feira. Desta vez, um caminhão colidiu contra outro e provocou a morte do motorista. A última morte ocorreu em Guarulhos, na sexta-feira, quando uma pessoa foi atropelada por volta das 20 horas.
Os números preliminares das fiscalizações da Polícia Rodoviária Federal em São Paulo indicam o registro de 13.411 imagens de excesso de velocidade e 72 autos de infração pelo não uso do cinto de segurança. Por alcoolemia, 45 pessoas foram autuadas, sendo quatro detidas e encaminhadas à delegacia por crime de trânsito.
Levantamento realizado pela CCR NovaDutra apontou que a pane mecânica foi o principal motivo dos atendimentos realizados no feriado. Dos 2.119 atendimentos pelo SOS Usuário entre zero hora de quarta-feira e a meia-noite de domingo, 47% correspondem a atendimentos mecânicos ao longo dos 402 quilômetros da Dutra.
Na segunda e terceira colocação de atendimentos, aparecem ocorrências de pneu furado (238 atendimentos) e pane seca (115), ou seja, falta de combustível. Também houve casos de superaquecimento do motor (94), bateria descarregada (62) e pane elétrica (38).
Quanto a acidentes foram 114, com 42 pessoas feridas e três mortos. O número de acidentes é o mesmo do feriado prolongado anterior, que celebrou o Corpus Christi no mês de maio, a diferença foi o número de feridos, que na ocasião chegou a 60.