As obras do Pronto-Socorro da Santa Casa de Mogi das Cruzes serão iniciadas no próximo dia 15. No momento, o hospital está adequando o fluxo de pacientes para reduzir os transtornos durante a reforma do espaço que atende cerca de 12 mil pacientes por mês. Para maio de 2019, a Santa Casa planeja uma nova obra, dessa vez, de ampliação e adequação da Maternidade. As informações foram divulgadas durante lançamento do mutirão da catarata.
A reforma do Pronto-Socorro está orçada em
R$ 496.585,59 e será executada com recursos provenientes de uma emenda parlamentar do ex-deputado federal Valdemar Costa Filho (PR). As obras serão divididas em quatro etapas, sendo que a área que atende às emergências é considerada a mais crítica para ser executada.
O provedor da Santa Casa, Austelino de Mattos, esclareceu que o hospital já realizou as ações para viabilizar o início das obras. "Iniciamos a mudança de fluxo para definir onde vamos acomodar as pessoas para ver se não teremos problemas. Estamos há duas semanas fazendo esse trabalho para ver quais são as dificuldades. A partir do dia 15, começaremos o canteiro de obras", detalhou.
De acordo com o provedor, a previsão é de que as obras do Pronto-Socorro sejam concluídas em abril do ano que vem, para que no dia 1 de maio comece a reforma e ampliação da Maternidade. "O hospital não tem condições de continuar atendendo normalmente executando duas obras ao mesmo tempo. O Pronto-Socorro é uma verba mais antiga, por isso será feito primeiro, para em seguida fazer a da Maternidade", explicou.
Mattos ressaltou que a grande preocupação da Santa Casa é com a manutenção do padrão de qualidade da Maternidade durante as obras e com o risco de infecção hospitalar. "Não posso parar e fazer a obra, temos que ter um cronograma de atendimento. O que foi acertado com a DRS (Departamento Regional de Saúde) 1 e a Vigilância Sanitária é que o serviço será executado em 18 meses. Será preciso mexer nos três andares para fazer a adequação interna da Maternidade e da UTI Neontal. Esperamos que consigamos fazer em menos tempo que o previsto", destacou. De janeiro a agosto, foram feitos 566 partos e atendidos 157 bebês na UTI além do contratualizado.
O prefeito Marcus Melo (PSDB) reafirmou que a prefeitura ficará responsável por adquirir os mobiliários do Pronto-Socorro. "O município investe quase R$ 1 milhão por mês na manutenção do Pronto-Socorro. Ele foi inaugurado em 2003 e nunca recebeu uma grande reforma. A Santa Casa atende todos os mogianos. Ter um local adequado, onde os médicos possam atender às pessoas e também os pacientes tenham instalações adequadas, é fundamental", acrescentou.
Recursos
A Secretaria de Estado da Saúde liberou R$ 2 milhões para o custeio da Santa Casa. O valor foi conquistado pelo deputado estadual Luiz Carlos Gondim (PTB) e pelo vereador Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra, com o governador Márcio França. Os recursos serão liberados depois que o hospital apresentar um plano de trabalho para a pasta. O provedor informou que o dinheiro será utilizado para comprar medicamentos e insumos, por exemplo. Ele informou que a Santa Casa deve fechar o ano com um déficit de R$ 900 mil. Gondim já havia conquistado neste semestre R$ 450 mil para serem investidos no setor de ortopedia.