Neste segundo turno, os vereadores e deputados federais e estaduais - tantos os eleitos e os que já cumpre mandato - também se posicionaram. Assim como ocorre com os prefeitos, o maior apoio para o governo do Estado é para Marcio França (PSB), já para a Presidência da República, os parlamentares se mantiveram neutros. "Os cidadãos não devem abster-se, votar em branco ou nulo. Sendo um homem público, cumprirei meu direito do exercício e apoio França e Jair Bolsonaro (PSL)", afirmou o vereador e presidente da Câmara de Suzano, Leandro Alves de Faria (PR), o Leandrinho, sendo a exceção. Na Câmara de Arujá, o vereador e presidente Abel Franco Larini (PR), o Abelzinho, também apoia França, mas preferiu se manter neutro em relação ao voto à Presidência. "Espero, tanto para São Paulo quanto para o Brasil, que os novos governantes cumpram seus compromissos e consigam superar as divergências em nome do desenvolvimento", disse.
Entre os deputados federais e estaduais, o apoio está dividido. A reportagem conversou com os estaduais André do Prado (PR) e Estevam Galvão (DEM), e com o federal Roberto de Lucena (Podemos). Questionado sobre o que espera, Prado ressaltou, que é preciso diálogo. "Espero que dialoguem para que possam governar pelo coletivo. Os vencedores não serão governantes apenas daqueles que votaram neles, mas de todos. É preciso que haja espaço para o diálogo e para que se possa construir um futuro em convergência". O parlamentar apoia França. Já Galvão, afirma que João Doria conhece os desafios e os problemas de São Paulo. "Ele esteve na nossa região e se comprometeu a colocar para funcionar o Hospital das Clínicas de Suzano - inaugurado em abril, mas sem atender o público até agora -, na construção da segunda alça do Rodoanel (Mario Covas SP-21) na estrada dos Fernandes e na ampliação do atendimento na hemodiálise, além de incentivo e parceria com o agronegócio, setor importante e grande gerador de emprego e renda", disse. O deputado estadual eleito Rodrigo Gambale (PSL) também declarou voto em França.
Para Lucena, o Brasil passa por um "poderoso momento de transformação" e garante que é preciso discernimento e coragem. "Vamos dar as mãos por cima dos muros. Nosso país precisa se reconstruir econômica e socialmente, e para que isso aconteça, precisamos de todos juntos", apontou. Ele apoia França e Bolsonaro. (L.P.)