Uma proposta inovadora garantiu uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp): a candidatura coletiva da Bancada Ativista (Psol) foi eleita com 149.844 votos. Ao todo, nove ativistas fazem parte do grupo, sendo que um deles é a jornalista, feminista negra e ativista socioambiental, Mônica Cristina Seixas Bonfim -nome que apareceu na urna- Ela é nascida em Mogi das Cruzes, viveu em Itaquaquecetuba, e hoje reside em Itu, no interior de São Paulo. Uma das bandeiras defendida por ela é a segurança hídrica e as cidades produtoras de água.
Entretanto, todo o grupo apresenta projetos voltados para a área do ativismo social, como direitos humanos, redução das desigualdades e proteção do meio ambiente. Pelo fato de serem nove pessoas, a gestão será compartilhada, sendo os eleitos considerados "codeputados".
Além de Mônica, os outros ativistas são: Anne Rammi, que é artista, feminista, ciclista e ativista de causas ligadas à maternidade; Chirleu Pankará, que é indígena, pedagoga e militante das causas dos povos originários; Claudia Visoni, jornalista, ambientalista e agricultora urbana; Erika Hilton, transvestigênere, negra e ativista dos Direitos Humanos; Fernando Ferrari, morador do Capão Redondo, militante da cultura, contra o genocídio da juventude periférica e pela participação popular na construção do orçamento público; Jesus dos Santos, nordestino imigrante, militante da cultura, da comunicação e do movimento negro; Paula Aparecida, professora da rede pública, feminista e ativista pelos diretos dos animais e Raquel Marques, sanitarista, ativista pela equidade de gênero e pelo parto humanizado. (L.P.)