As empresas de telefonia que atuam em Mogi das Cruzes deverão, até o final de novembro, realizar a manutenção dos cabos instalados na região central. A ação foi divulgada ontem durante uma reunião entre a Comissão Permanente de Obras de Habitação da Casa de Leis e representantes das principais empresas de telefonia e energia. No próximo encontro, marcado para 28 de novembro, as empresas vão apresentar os resultados.
Durante a reunião, representantes de empresas de telefonia indicaram a preocupação com empresas menores que não estão cadastradas. Sem projetos na EDP Bandeirante, elas acabam prejudicando o trabalhado já realizado, como, por exemplo, a colocação e retirada de cabos. Isso compromete as redes de empresas já instaladas, tornando uma "bola de neve". "É muito importante esse trabalho, conseguimos conversar com outras empresas visando a questão da qualidade, pensando nos munícipes e nossos clientes que são de grande potencial", contou o supervisor técnico de uma das empresas presentes, Luiz Otávio de Araújo Melo.
De acordo com a EDP Bandeirante, os trabalhos na região central foram finalizados em julho de 2016 e necessitam de uma nova manutenção. Para a analista de grandes clientes e poder público da empresa, Andreia Souto, a reunião foi relevante para colocar vários assuntos em discussão. "Hoje, colocamos vários assuntos na mesa referentes à manutenção que vamos voltar a fazer. Dia 28 de novembro voltaremos para apresentar os resultados, além de ter o apoio das empresas para verificar outras que não estão cadastradas na EDP, que invadem postes e atuam de forma clandestina", ressaltou.
A execução dos trabalhos das empresas de telefonia será fiscalizada e a decisão de retornar ao centro da cidade para a recolocação dos cabos tem o objetivo também de evitar acidentes para a própria população. "Infelizmente verificamos que muitas coisas que já tinham sido resolvidas voltaram a acontecer. Os rolos de fios pendurados nos postes, isso provoca riscos de acidentes na população, e parece que o trabalho não está surtindo efeito. Cobramos firmemente para que aquilo que for feito tenha continuidade", apontou o presidente da comissão, o vereador Carlos Evaristo (PSD).