Em visita a Mogi das Cruzes ontem, o ex-prefeito de São Paulo e candidato ao governo do Estado, João Doria (PSDB), visitou uma produção agrícola na cidade de Biritiba Mirim e garantiu que irá rever o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICSM) de hortaliças embaladas. Atualmente, é cobrado 18% de imposto em cima de mercadorias que se encaixam nesse parâmetro.
"Em relação a esse tema específico, com toda clareza, sendo eleito governador de São Paulo, uma verdura não embalada terá o preço de uma embalada. Não faz o menor sentido se cobrar do consumidor 18% a mais", garantiu Doria.
Durante conversa com os produtores rurais, o candidato afirmou que o deputado estadual Estevam Galvão (DEM) e o federal Marco Bertaiolli (PSD) serão os embaixadores do projeto. Ele também contou que a ação de retirar o ICMS será um bom exemplo, já que "essa mesma bobagem deve acontecer em outros estados brasileiros". Bertaiolli também levantou a questão de apresentar um projeto de lei para que Biritiba, Salesópolis e Mogi das Cruzes tenham compensação de ICMS por terem áreas para geração de energia elétrica. "As cidades que tiveram formação e represas para geração e energia elétrica são contempladas no ICMS, o que não ocorre na nossa região", declarou.
Foi reafirmado também o financiamento junto à Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP) a juros subsidiados à produção de pequenos e médios produtores e cooperativas. "Com mais capital é possível produzir mais, ter mais colheita, plantio, melhores resultados e emprego", ressaltou o ex-prefeito da capital.
Dentre as reivindicações levadas pelo proprietário da área e produtor rural, Marcio Hasegawa, além da taxa de 18% de ICMS, foi levantado também a questão do cadastro dos produtores na Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave) (sistema criado para controle do comércio e uso de agrotóxicos). "Temos a questão da Gedave que é uma norma estadual. O agricultor está sofrendo porque nossos produtos se enquadram em culturas fitossanitárias insuficientes, e isso não é culpa do agricultor. Ele não pode usar pesticida pra controlar, mas não tem registro. Não adianta vir a lei para o agricultor cumprir sendo que não tem condições de ser cumprida", apontou Hasegawa.
Com a visita na área rural, Doria ressaltou também investimentos para as estradas vicinais, garantindo o melhor escoamento das hortaliças. A visita dele foi elogiada pelo deputado Galvão. "Acho que todo gestor tem que trabalhar dessa forma. Eu fui de Suzano e, antes de ir para o gabinete, sempre passava por bairros da periferia, e é assim que tem que ser porque a própria população nos mostra as suas necessidades", contou.