Após 12 anos a frente da Delegacia de Homicídios de Itaquaquecetuba, o delegado Eduardo Boigues, 42 anos, assumiu na última quarta-feira o comando do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) que compreende a região do Alto Tietê. O convite para integrar o grupo, de acordo com o oficial, foi feito pelo delegado da Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes, Jair Barbosa Ortiz.
Afastado por questões políticas, já que tentou uma cadeira na Assembleia Legislativa (Alesp), conquistando 48.456 votos pelo PP, o delegado garante que está motivado para retornar ao trabalho, e que vai cumprir todos os mandados de prisão da região. "O Garra é responsável pelo cumprimento de todos os mandados de prisão de Mogi. Ontem (anteontem) foram sete presos capturados que eram foragidos da Justiça e estou tomando pé das investigações que temos. Estamos fazendo um acompanhamento de todos os locais com incidência criminal", afirmou.
O principal foco de Boigues é diminuir os casos de assaltos e o tráfico de drogas, que "é onde se origina o maior problema da criminalidade". Para ele, a maior reclamação da população são em questões aos roubos. "É completamente diferente o trabalho da Homicídios com o Garra, que é operacional, nas ruas, do que o serviço de investigação em si. Quero levar essa inteligência que temos na Homicídios para o grupo", contou. Ao todo, são 17 policiais que atuam no Garra da região.
Em um balanço de mais de uma década no Setor de Homicídios, o delegado explicou que foram muitos casos de repercussão e declarou que a equipe dele nunca baleou ou trocou tiros com alguém. Além disso, pretende trabalhar em conjunto com a Polícia Militar e com as Guardas Civil Municipal (GCM). "Mudar de casa é um novo ânimo, energia e motivação. Comigo, mandados não ficarão na gaveta e quem tiver sendo procurado que saia da cidade ou da região, porque todos serão cumpridos", finalizou. (L.P.)