A campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) estuda mexer na estratégia que havia definido para a última semana da eleição. Após a denúncia de que empresas teriam disseminado fake news em massa pelas redes sociais contra seu adversário Fernando Haddad (PT), aliados mais próximos do deputado reavaliam se o candidato deve manter o recolhimento confortável, sustentado pelas pesquisas de intenção de voto, ou reforçar os ataques ao PT pelas redes sociais e por meio de breves discursos.
Hoje, Bolsonaro já fez declarações mais enfáticas sobre o caso. O candidato do PSL se declarou a favor da imprensa livre e afirmou que "não tem nada a ver com isso", pois não precisa de fake news. "Esse tipo de contato com bandidos quem tem é o PT e não eu", disse.
Em entrevista concedida no Rio, o presidenciável ainda afirmou que pretende fazer uma "excelente reforma política" e sugeriu a intenção de acabar com a possibilidade de reeleição. "No caso, começa comigo, se eu for eleito", disse. O presidenciável ainda declarou, no contexto de uma eventual reforma, que o ideal seria reduzir o número de parlamentares em cerca de 15% a 20% e "criar um sistema eletrônico de votação confiável, que possa ser auditável".
Sobre política econômica, o candidato afirmou que o Banco Central terá autonomia se ele vencer a eleição, mas não quis citar quem estaria à frente da instituição. "Não sei se o atual presidente (Ilan Goldfajn ) vai ser mantido. Não sei se ele é um bom nome, quem vai ver isso é o Paulo Guedes", disse Bolsonaro.
Enquanto o candidato lista possíveis ministros, uma comissão de transição de governo atua em Brasília, em um trabalho que a campanha classifica como duro e difícil.