Após arquivar projeto de lei que prevê anistia para os professores da rede municipal e demais servidores públicos que participaram da greve deflagrada em junho, a Câmara de Poá rejeitou, na sessão de ontem, o requerimento do parlamentar Saulo Souza (SD) autor do projeto, que solicitava, ao menos, a leitura e a discussão o assunto no Plenário. Sete representantes do Legislativo votaram favoráveis e oito contra, sendo que o voto de desempate foi dado pelo presidente Welson Lopes (PR).
O projeto de anistia foi apresentadoem agosto, mas não chegou nem a ser lido, uma vez que foi barrado pela Comissão de Justiça e Redação e pelo chefe da Casa de Leis. "Esse requerimento solicitava o desarquivamento da proposta, que de forma radical, foi arquivada pela comissão e pela Presidência. Recorri dessa decisão no Plenário, porque nós temos o princípio regimental de que nenhuma comissão está acima do Plenário, ele é soberano", explicou Souza.
Além do parlamentar, os colegas vereadores Azuir Marcolino (PTB); Diogo Reis da Costa (PSL), o Diogo Pernoca; Mário de Oliveira (PPS), o Marinho do Jornal (PPS); Neno Ferrari (PDT); Saulo Teixeira da Costa (PSL), o Saulo Dentista; e Antônio Faustino Ventura (SD), o Toninho da Biblioteca, votaram favoráveis à discussão do projeto da anistia, enquanto Deneval Dias (PROS); Fábio Camilo Batista (PPS), o Fábio Suru; Francisco Paulo Garcez (SD), o Garcez do Proerd; Fernando Rodriguez Molina Junior (PR), o Junior da Locadora; Lázaro Borges (PROS), José Carlos Costa (PDT), o Zé Carlos Maça do Amor; David de Araújo Campos (PR), o Tio Deivão; e Welson Lopes (PR) foram contrários ao documento.
O projeto do vereador prevê anistia para os professores e demais servidores públicos que participaram da greve deflagrada em junho e que durou cerca de 20 dias.