O segurança e morador do Cocuera, em Mogi das Cruzes, Ronaldo Leme da Silva, 51 anos, reclamou na manhã de ontem sobre o descaso no atendimento do Programa de Saúde da Família (PSF) no bairro. Segundo o mogiano, ele precisou de atendimento em três oportunidades só neste mês, mas a ajuda foi negada pelos trabalhadores da unidade.
Neste ano, o segurança começou a ter diversos problemas em relação a sua pressão arterial e, ao longo deste mês, precisou de atendimento no posto, mas teve a ajuda negada. De acordo com Silva, nas três vezes, sua pressão estava muito alta. "No dia 11 deste mês, fui para a unidade com a pressão em 16/10, mas a médica não quis me atender. No dia 14, também tive problemas de saúde e novamente não tive ajuda", afirmou.
Na última terça-feira, conforme Silva, sua pressão arterial foi para 15/09. "Eu cai em casa e meu irmão teve que me socorrer. Novamente o atendimento foi negado na unidade. Então, tive que ir até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Oropó, onde fui muito bem atendido. Tive que me locomover para tomar uns comprimidos, algo que poderia ser feito no meu bairro", complementou.
Ainda conforme o mogiano, ele já fez duas reclamações na Ouvidoria de Mogi. "Já cansei de reclamar, mas nada foi feito em relação ao meu caso. A prefeitura precisa dar apoio e suporte para a população. Não sei o que fazer", lamentou.
Silva também fez um apelo pedindo mais médicos para as regiões mais distantes do município. "Precisamos de mais médicos nos postos de saúde da cidade, principalmente nas regiões rurais. Solicito aqui a atenção da prefeitura para essa questão, mais profissionais, como cardiologistas, pediatras e ginecologistas", finalizou.
De acordo com nota da administração, o Centro de Estudos Dr. João Amorim (Cejam) é a organização social responsável pelo gerenciamento do programa. Conforme os registros da entidade, o paciente é "cadastrado e acompanhado pela unidade do Cocuera com atendimento multiprofissional, de acordo com suas demandas e necessidades".
Ainda conforme a nota, "no dia 5/9/2018, o paciente procurou a unidade para um acolhimento de odontologia, alegando dor. Foi atendido, realizado toda a avaliação e agendada uma extração odontológica para o dia 11/09. No dia 11, durante a pré-avaliação, foi aferida pressão arterial que constou 160×100. Como o paciente nunca havia sido diagnosticado como hipertenso, foi orientado a realizar o mapa pressórico e agendar uma consulta médica para avaliação".
E segue: "No dia 18/09, o paciente compareceu para controle pressórico onde apresentou 150x100, o que foi comunicado à médica, que orientou manter o controle, não sendo necessário ainda medicá-lo, pois não é considerado uma urgência. Uma nova consulta médica está agendada para o dia 18/10".
Para finalizar, "a unidade e toda equipe estão à disposição do senhor Ronaldo para prestar qualquer esclarecimento necessário e também realizar aferição da pressão para o controle de rotina', finaliza a nota.
* Texto supervisionado pelo editor.