Um diferencial no perfil dos idosos empreendedores é o risco calculado. Segundo a pesquisa Empreendedorismo na 3ª Idade, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), são pessoas mais ponderadas e que definem melhor metas e objetivos. São mais experientes, seguros e acreditam no negócio próprio, e têm a segurança da aposentadoria.
Para formalizar o empreendimento, a maioria opta pelo cadastro como Microempreendor Individual (MEI), de acordo com Sérgio Gromik, gerente regional do Sebrae: "Eles são receptivos à formalização e não para garantir a aposentadoria ou pela assistência social, mas para fazer o certo, abrir a empresa, ter seu CNPJ e cumprir as obrigações. Há um viés conservador no melhor sentido, uma característica inerente".
Os formalizados contam com o programa Super Mei do Sebrae, que oferece capacitação em técnicas de gestão e acesso a crédito orientado de até R$ 20
mil com juro zero para pagamento sem juros em até 36 meses. Há outras fontes de financiamento, como o Banco do Povo. "Pessoas com mais de 60 anos têm um grau de adimplência acima de outras faixas etárias. O nome é um ativo para este grupo", afirma Gromik.
Por outro lado, há resistência à elaboração do plano de negócios. "Falamos que a hora de errar é no papel e não na vida real. É algo novo para eles. Há 30, 40 anos pouco se falava em plano de negócios", finalizou.(K.B.)