Em diversas eleições, o autônomo Fernando Silva Santos, de 34 anos, homem trans, deixou de ir até a zona eleitoral, em Mogi, para evitar constrangimento quando os mesários pedissem os documentos de identificação. Entretanto, com a possibilidade de solicitação da inclusão do nome social no título de eleitor, ele não precisará, mais uma vez, pagar multa por não ter votado. "Eu vi uma matéria no jornal anunciando que pessoas trans poderiam colocar o nome social mesmo sem ter alterado os documentos. Fui no Cartório Eleitoral e também realizei no mesmo dia o cadastro biométrico. Todos foram muito bacanas no atendimento e no mesmo dia saí com ele em mãos", contou.
Para ele, a importância de ter a inclusão do nome social no título de eleitor é extrema, pois acredita que muitas pessoas trans deixam de votar e até preferem pagar multas para evitar qualquer situação desconfortável. "Na última eleição, fui na minha antiga zona eleitoral e, embora um dos mesários tenha sido bem discreto, não teve como não notar o rosto dos demais observando meu RG com tamanho espanto e risadas disfarçadas", lamentou.