O Hospital Dia da Unidade Clínica Ambulatorial (Unica) de Jundiapeba fará a primeira cirurgia no dia 15 de outubro. A estrutura, que terá a capacidade para realizar 350 cirurgias por mês, viabilizará o aumento de procedimentos de maior complexidade no Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC), em Braz Cubas. As cirurgias de vesícula serão ampliadas. Hoje, cerca de 500 pessoas esperam pela operação. A previsão é de que a fila possa ser zerada em julho de 2019. 
A nova unidade contou com um investimento de R$ 565.200,00 e será responsável por realizar extração de lipoma, lesão ou manchas de pele, cistos dermóides, cirurgias de vasectomia, além de tratamento cirúrgico de varicocele e hérnia umbilical. As especialidades iniciais serão de cirurgia geral, dermatologia e urologia. Já foram agendados 323 pacientes para avaliação, os quais 120 de cirurgia, 187 de dermato e 16 de urologia.
O serviço tem o diferencial de realizar procedimentos que não demandem que o paciente durma na unidade. O espaço conta com 300 metros quadrados, uma sala cirúrgica, dois leitos de recuperação pós-anestésico, recepção e área administrativa. "A saúde é um grande desafio para qualquer cidade. Mantemos os serviços que criamos nos últimos anos, inclusive neste momento de crise, em que as pessoas perderam o plano de saúde. Tem sido uma grande responsabilidade ampliar os serviços e atender a população corretamente", destacou o prefeito Marcus Melo (PSDB).
O secretário de Saúde, Marcello Cusatis, esclareceu que com a absorção das pequenas cirurgias pelo Hospital Dia, o centro cirúrgico do HMMC poderá ampliar o atendimento de procedimentos de maior complexidade. "O impacto deste novo serviço é para a cidade inteira. Estamos pedindo informações ao Luzia de Pinho Melo, a Santa Casa, ao Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcanti e também ao Municipal de toda a demanda de mogianos que eles têm e que se encaixa no nosso perfil de Hospital Dia. Sabemos que existem pacientes esperando por biópsias, cirurgias de varizes de pequeno porte", esclareceu.
Cusatis informou que as pequenas cirurgias já foram desabilitadas do HMMC. "O Municipal terá capacidade para realizar cirurgias de maior porte, como vesícula. Acreditamos que a fila dos hospitais têm em torno de 500 pessoas. Muitas estavam com diagnósticos prontos e perderam o convênio. São pacientes que estão passando mal, procurando os hospitais e precisam ser operados. Não vamos conseguir resolver esse problema até o final do ano, mas com certeza, em julho do ano que vem, a fila ficará com 30 a 60 dias, prazo bem razoável para operar vesícula não urgente", disse.