O projeto Observando Rios, da Fundação SOS Mata Atlântica, comporta 103 grupos de monitoramento que fazem análises do rio Tietê por toda sua extensão. O educador ambiental da entidade, Cesar Pegoraro, explicou que cada grupo é responsável por um trecho avaliado. "O rio deve se enquadrar dentro de cinco categorias: ótima, boa, regular, ruim e péssima", categorizou o educador.
"Esses dados mostram a qualidade da água. Quando vemos um rio ruim e péssimo, temos de perguntar o que está acontecendo na região. A partir do momento em que somos formados por água e precisamos desse recurso, é muito alarmante chegar a esse ponto. Então, queremos que esses dados provoquem nos representantes das políticas públicas e também nos outros cidadãos o sentimento de indignação", argumentou.
Pegoraro ainda declarou que a fundação não quer que esse contraste continue no rio. "Temos trechos do Tietê na altura da Marginal, em São Paulo, e na cidade de Salto, em que o estado da água já chegou no patamar de crime ambiental. De acordo com o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), esses trechos estão na classe 4, ou seja, completamente poluídos", completou.
Ele acentuou que o rio é o espelho da população. "O rio conta o que somos e não queremos nos ver feios. Vamos trabalhar para mudar essa situação", disse. A fundação cita na conclusão do relatório do Índice de Qualidade das Águas (IQA), que será divulgado hoje, que é "fundamental que a política nacional de recursos hídricos seja implementada em todo território nacional, de forma descentralizada e participativa". (N.F.)