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Aos 45 anos, Severino da Paixão Souza recebeu o diagnóstico de miocardiopatia dilatada, que impede o bombeamento eficaz de sangue para o corpo. A doença, que foi identificada durante um exame simples em função de uma tosse, o fazia se sentir cansado, sem fôlego e sem condições de trabalhar ou realizar suas atividades diárias.
"Eu sempre pratiquei esportes, jogava bola, lutava capoeira. De repente, eu me vi sem condições de caminhar 50 metros", explicou o metalúrgigo, que hoje está aposentado. Após ser diagnosticado, Souza conseguiu receber um novo coração em dois meses. "Foi tudo muito rápido. Veio a fase da preocupação, do medo, da esperança e depois da felicidade de ter uma nova vida", completou.
Ele afirma não saber quem foi seu doador, mas disse que gostaria de conhecer seus familiares. "Hoje tenho uma vida normal, ando de bicicleta, brinco com meus filhos e sei que terei mais tempo ao lado deles e por isso eu me sinto privilegiado".
Souza recebeu o novo órgão há três anos, mas até hoje passa por um acompanhamento médico a cada dois meses. "Minha cirurgia e minha recuperação foram tranquilas. Hoje sei da importância de ser um doador, de avisar os familiares do desejo de ser um doador. Sem isso, eu não estaria vivo e saudável hoje".