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Poá completou ontem 67 anos de emancipação político-administrativa. Com muita festa, a comemoração antecipada no último fim de semana contou com o famoso desfile cívico, o corte do bolo de aniversário, além de mais uma edição do Comboio Food Truck, na Praça de Eventos.
Em entrevista concedida nesta semana, o prefeito Marcos Borges (PPS) destacou os avanços que proporcionou para Poá desde que sua gestão teve início, há um ano e meio. Atualmente, seus maiores desafios são encontrar solução para a perda de arrecadação do Imposto Sobre Serviço (ISS) e realizar o quanto antes as obras necessárias para conter as enchentes na cidade.
Borges, que assumiu a prefeitura em setembro de 2014, após o ex-prefeito Francisco Pereira de Sousa (SD), o Testinha, ter seu mandato cassado, disse que está se empenhando para impedir a aprovação do projeto de lei federal nº 386/2012 que altera a Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003, que dispõe sobre mudanças no ISS.
De acordo com ele, a proposta é prejudicial, do ponto de vista financeiro, porque, caso seja aprovada, vai acarretar em uma perda considerável de arrecadação de impostos. "Se de fato isso ocorrer, o município poderá perder até 40% de seu orçamento. Não podemos permitir isso", destaca.
O projeto, do deputado Hildo Rocha (PMDB), prevê uma emenda à Lei Complementar nº 116/2003, a qual define que a cobrança do ISS seja feita no local onde o serviço é prestado, mesmo que a empresa prestadora esteja localizada em outro município.
Obras
Além disso, Borges destacou as obras para conter as enchentes na cidade, como a conclusão do piscinão na Vila Romana. "Muitos criticam o que aconteceu em Poá recentemente, porém centenas de outros municípios do País também foram afetados pelas chuvas", comenta.
Entretanto, o prefeito afirma que só o piscinão não resolverá o problema de enchentes na cidade. "O primeiro projeto do piscinão previa capacidade de 240 milhões de litros, porém, foi reduzido para 200 milhões, o que possibilitou a criação de uma nova proposta. O centro poderá ganhar uma galeria de águas pluviais, de 1,3 quilômetro, que auxiliarão na vazão da chuva que alaga grande parte da cidade, a cada temporal. Será uma galeria que vai se estender do ponto onde o rio (Itaim) faz a curva, após passar por baixo da linha da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos)", detalha.
O fato de haver construções irregulares nas margens do rio também foi lembrado pelo prefeito. "O rio está neste trecho até o centro da cidade com 8,5 metros de largura. Quando chega em determinado trecho, ele sofre um 'estrangulamento' e o espaço entre as margens diminui para 4,5 metros, onde a pressão da água começa a jorrar por cima, invadindo a rua Capitão Francisco Inácio", explicou.
"Já pedimos para a Secretaria de Obras fazer um levantamento e entraremos com um decreto de utilidade pública para desapropriar aqueles imóveis construídos sobre o rio e fazer com que ele tome o seu curso natural", concluiu.
*Estagiária sob supervisão dos editores.
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