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O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) de Mogi das Cruzes acionará o Ministério Público, até amanhã, contra a reorganização da rede estadual de ensino que vem sendo proposta pelo governo paulista. A principal reivindicação é o não fechamento de quatro escolas situadas no município, em especial a Professor Firmino Ladeira, que fica no Mogi Moderno.
O novo modelo de ensino proposto pelo governo estadual para 2016 prevê uma reorganização na distribuição dos alunos. A promessa é aumentar o número de escolas que atendam exclusivamente um dos ciclos: "Anos iniciais" do ensino fundamental (1º ao 5º ano), "Anos Finais" do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e "Ensino médio". Desta forma, os estudantes do primeiro ciclo, por exemplo, passariam a estudar apenas com alunos que estejam no mesmo grau de ensino.
Para a coordenadora da Apeoesp de Mogi, Vânia Pereira da Silva, a justificativa apresentada pelo Estado para realizar o procedimento não condiz com a realidade. "Eles falaram sobre a questão dos ciclos, mas estão encaminhando os alunos para outra escola em que há mais de um. O argumento também não é pedagógico, pois a escola Firmino Ladeira, que o governo quer fechar, funciona com mais de um ciclo e ainda assim possui um índice alto no Saresp", disse.
Vânia destaca ainda que ao procurar a Justiça a intenção também é obter esclarecimentos. "O que a gente quer entender é por que estas escolas foram escolhidas. Ninguém foi avisado de nada e simplesmente agora estão comunicando que elas serão fechadas. E a Prefeitura de Mogi fará o que com os prédios? Até porque o Estado está tirando os estudantes de uma estrutura boa e colocando em outras precárias", comentou.
Em relação ao destino que será dado aos prédios, a Secretaria Municipal de Educação informou que neste momento realiza o estudo de atendimento da demanda e organização das unidades escolares para 2016, em parceria com a Diretoria de Ensino - Região Mogi das Cruzes, órgão do Estado - verificando-se a necessidade de atendimento da educação infantil e do ensino fundamental do 1º ao 5º ano, em cada a bairro.
Além disso acrescentou que, "assim que as escolas estaduais forem, oficialmente, cedidas à administração municipal será definido o atendimento que será ofertado à comunidade", explicou.
Abaixo-assinado
Com o objetivo de demonstrar o desejo da população de que a Escola Estadual Professor Firmino Ladeira não seja fechada, pais e alunos organizaram um abaixo-assinado que ainda está em aberto. Até a tarde de ontem, pelo menos 500 assinaturas já haviam sido coletadas.
A cabeleireira Ivane Monteiro Souza, de 50 anos, que está engajada para o não fechamento da unidade ressalta que a medida imposta pelo Estado "trará prejuízos para muitas pessoas". " Meu neto estuda na Firmino Ladeira e agora será transferido para a Professora Enedina Gomes de Freitas. Ficará mais longe e eu terei de levá-lo, então passaremos a gastar um dinheiro a mais. Isso sem falar que a nova escola não tem capacidade para atender a todos. Será um transtorno para pais e alunos", avaliou.
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