O cenário turístico no Alto Tietê está em baixa, segundo o ranking do turismo, divulgado no mês passado pelo Ministério do Turismo (MTur), por meio de um novo sistema de classificação, que considerou as informações turísticas de cada município, traçando uma escala de "A" a "E", no qual a "A" figura o maior fluxo de turistas e "E" as cidades que não obtiveram nenhum índice de hospedagem.
Mogi das Cruzes foi a única cidade do Alto Tietê que conquistou a melhor colocação no ranking da tabela regional, ficando na categoria "B". De acordo com as informações disponibilizadas pelo MTur, 167 municípios brasileiros estão neste grupo e apresentam uma média de 458 empregos formais de hospedagem e uma estimativa turística de 7,5 mil turistas internacionais e 135,8 mil domésticos. Os demais municípios do Alto Tietê aparecem da seguinte forma: quatro cidades estão na escala "C" e cinco na escala "D". Portanto, o município mogiano é o que tem o maior potencial turístico da região.
As informações foram divulgadas em uma cartilha do Mtur, no mês de agosto. Quanto às variáveis que serviram de base para a classificação de cada cidade, o documento federal aponta que foram utilizados vários dados, como os números de estabelecimentos formais, em que a atividade principal é a hospedagem; números de empregos formais deste setor; e estimativa de turistas internacionais e domésticos. A categorização, segundo a pasta federal, é um instrumento de identificação do desempenho da economia do turismo nos municípios brasileiros, que avaliou 3.345 cidades de 303 regiões do País.
As cidades de Arujá, Guararema, Itaquaquecetuba e Suzano aparecem na escala com a nota "C" e estão entre 504 municípios brasileiros com uma média de 98 empregos formais de hospedagem e 11 estabelecimentos formais no setor. A mádia de estimativa turística dessa categoria é de 587 visitantes internacionais e 58,8 mil turistas domésticos.
Ficaram com as piores colocações na região os municípios de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Salesópolis e Santa Isabel. Essas seis cidades estão classificadas na categoria "D", com nenhuma estimativa de turistas internacionais e uma média de 11 empregos formais de hospedagem. De acordo com o MTur "esse resultado reflete a realidade, uma vez que, na grande maioria dos casos, o turismo encontra-se em estágio inicial, o que é refletido a partir do desempenho nas variáveis selecionadas para análise".