O Exército de Israel classificou nesta sexta-feira (29) a Cidade de Gaza como "zona de combate perigosa", mas não pediu a saída imediata da população, quando Israel ameaça lançar grande ofensiva militar contra o grupo islâmico Hamas. "A partir de hoje, a pausa tática local na atividade militar não se aplicará à área da Cidade de Gaza, que constitui zona de combate perigosa", diz comunicado militar publicado na rede social X. "A IDF [Força de Defesa de Israel] vai continuar a apoiar os esforços humanitários enquanto conduz operações para proteger Israel", acrescenta o Exército na mesma nota. Essa "pausa tática local" diária foi anunciada no final de julho para a Cidade de Gaza e outras áreas da Faixa de Gaza, acrescentou o Exército israelense, para "permitir a passagem segura de comboios da ONU" e de organizações não governamentais (ONG) humanitárias para o território palestino devastado pela guerra. Apesar da crescente pressão, tanto internacional quanto interna, para colocar um fim à guerra, o Exército de Israel afirmou ontem que "continuam as operações" em todo o território. Na quarta-feira, o Exército disse que a evacuação da Cidade de Gaza era inevitável, dada a decisão de Israel de assumir o controle da cidade, a maior do território. Israel já tinha afirmado que a Cidade de Gaza é reduto do Hamas, com uma rede de túneis que continua a ser utilizada pelos militantes do grupo islâmico palestino. A cidade abriga também parte da infraestrutura crítica e das instalações de saúde do território. *É proibida a reprodução deste conteúdo. Relacionadas Tanques israelenses se aproximam da Cidade de Gaza Vaticano: interesses políticos impedem solução em Gaza Manifestantes bloqueiam estradas em Israel para exigir acordo em Gaza