A ideia é levar essa exposição para outros lugares, conta Pedro Serrano, um dos curadores da mostra. Aliás, nos últimos anos, Serrano estabeleceu uma forte ligação com a história de Adoniran Tudo começou com o curta-metragem que ele dirigiu, Dá Licença de Contar, inspirado no universo de Adoniran. O curta circulou por festivais, ganhou prêmios, e Serrano recebeu proposta de uma distribuidora para transformar a produção em longa-metragem. "Estamos captando recursos", diz.
E um projeto foi levando a outro. Para preparar o longa, Serrano começou um processo de pesquisa e entrevistas. "Algumas pessoas falaram que não existia documentário sobre Adoniran." Ele acabou fazendo o documentário Adoniran - Meu Nome É João Rubinato, que deve entrar em circuito ainda este ano.
Próximo da família de Adoniran, Serrano descobriu sobre o desejo da filha do compositor, Maria Helena, de expor o acervo do pai que estava no interior de São Paulo. "Esse acervo estava fechado em caixas, mas não estava abandonado. Estava arquivado, bem acondicionado." Ele ajudou a levar o acervo para a Galeria do Rock. "Enquanto fazíamos o documentário, tentávamos negociar a exposição. No começo deste ano, o documentário foi chamado para abrir o festival É Tudo Verdade e isso nos ajudou na visibilidade. O pessoal do Farol viu e abraçou a causa da exposição."
Serviço
"Trem das Onze - Uma Viagem Pelo Mundo de Adoniran"
Farol Santander
Terça a sexta, 9 às 19 horas.