Ao volante de uma nova Hilux, o motorista se sente em um carrão, de verdade. No trânsito urbano, comporta-se como uma picapona devido a seu tamanho. Fica mais difícil achar vagas para estacionamento e passar em locais mais apertados. Em estacionamentos de supermercados ou condomínios, um sacrifício a mais para encaixar na vaga. Graças aos equipamentos embarcados, como sensores e câmera de ré, a tarefa acaba facilitada.
 No pé, tudo tranquilo. Bom desempenho na cidade. Já na estrada, não espere um canhão. Apesar do eficiente motor 2.8 Diesel, com turbo compressor de geometria variável (TGV) e intercooler, a Hilux vai numa tocada comportada. Arranca com facilidade e segue até 130 a 140 km/h sem muitos sacrifícios. Se quiser dar uma esticada maior, ela demora um pouco mais para reagir exigindo um pouco mais de paciência. Em uma rodovia secundária, em uma serra, com muitas curvas, tantos em subidas quanto em descidas, sensação de segurança o tempo todo. O câmbio automático de seis velocidades se adapta muito bem ao modo de dirigir, com reações bem precisas.
 O motor 2.8 D gera 177 cv a 3.400 rpm de potência. Com relação ao torque, houve aumento de 25% na versão com transmissão automática (45.9 kgfm entre 1.600 e 2.400 rpm). Os dados de consumo oficiais são 9,03 km/l em trecho urbano e excelentes 10,52 km/l em uso rodoviário, para a picape automática. Durante a avaliação, os números ficaram bem próximos disto.
 O motorista pode adaptar seu estilo de condução à nova Hilux, selecionando os modos ECO ou Power. O primeiro suaviza a aceleração, adequando o curso do pedal do acelerador a uma condução mais econômica e, ao mesmo tempo, dosa o funcionamento do sistema do ar-condicionado. No outro, o motorista pode aproveitar uma direção mais vigorosa, ou seja, ideal quando o condutor enfrenta situações de ultrapassagem ou ainda quando o veículo transporta cargas pesadas por longos percursos ou aclives acentuados.