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Até recentemente, os carros alemães eram, em geral, bem mais caros que modelos equivalentes de outras marcas. Mas as coisas mudam e este comparativo mostra claramente essa nova fase. Com a introdução do motor 1.4 TFSI na linha Q3, a Audi lançou uma versão tabelada a R$ 127.190 - até então, havia apenas a 2.0 (a mais em conta partia de R$ 145.190) A Honda fez o caminho inverso e tirou de cena a opção 4x2 do CR-V, que girava em torno de R$ 100 mil, por causa da chegada do HR-V, e traz somente a de topo, EXL 4x4, por R$ 134.900.
E agora? "Japonês" fabricado no México ou "alemão" produzido na Espanha?
O Honda se defende principalmente por ser amplo, mas perde em outros quesitos importantes. No balanço, deu Audi por uma vantagem mínima.
No preço, o Q3 larga na frente, pois é R$ 7.710 mais barato. O motor 2.0 aspirado do Honda gera 155 cv com etanol e 150 cv com gasolina, mesma potência do 1.4 turbo do Audi, que, por ora, é movido apenas pelo combustível mineral.
A partir daí, as coincidências praticamente terminam. O Honda dá um banho quando o assunto é espaço. Com 4,58 metros - 19 cm a mais que o Q3 -, o CR-V acomoda melhor pessoas e cargas.
No banco traseiro, a vantagem é pequena, por causa da distância entre os eixos parecida (2,62 m e 2,60 m, respectivamente). O porta-malas do Honda tem 589 litros - são 129 l a mais que o do Audi.
Dos dois, só o Honda tem chave de presença e partida por botão. E só o alemão desliga e religa o motor em paradas de trânsito, por exemplo.
No desempenho, o Q3 é bem superior. Esse Audi é um bom exemplo de downsizing (redução de tamanho, na tradução livre) do motor. Graças ao turbo, o 1.4 não decepciona.
Há uma leve hesitação em baixo giro, mas a partir das 2.000 rpm o Q3 fica bem animado. O utilitário acelera de 0 a 100 km/h em 8,9 segundos e chega a 204 km/h, de acordo com dados da Audi. A explicação está no bom torque de 25,5 mkgf, a partir das 1.500 rpm.
Apesar de ter motor maior, as respostas do CR-V são mais lentas (a Honda não divulga dados de desempenho). Uma das explicações é o torque menor que o do Q3 (19,5 mkgf), entregue a partir das 4 800 rpm. Por isso, subidas com o jipe carregado podem ser um problema.
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