Mesmo com números bem distantes da epidemia registrada há alguns anos, a dengue ainda é uma preocupação constante das prefeituras da região, que intensificam ações preventivas principalmente durante o verão, e deveria estar no topo das preocupações da população também. Um balanço realizado pela reportagem, com base no Painel de Arbovirores da Secretaria de Saúde do Estado, mostra que mais de 2 mil casos foram confirmados e felizmente nenhuma morte registrada. 

Os números trazem um alívio se lembrarmos do tempo em que óbitos foram registrados na região, e os casos lotavam as unidades de saúde, atingindo as mais diversas faixas etárias, e com algumas pessoas tendo a doença mais de uma vez. Porém, ainda assim é preciso redobrar os cuidados para que a situação não venha a se repetir. 

Além dos cuidados básicos, que merecem atenção constante, como não deixar utensílios com água parada, e a limpeza de caixas d´água e piscinas, agora também temos a vacina, que esperamos que em breve contemplem mais grupos além de crianças e jovens entre 10 e 14 anos. 

A vacinação é fundamental para a prevenção da dengue, e também de outras doenças. Desacreditada nos últimos anos, com redução no número de pessoas vacinadas, é preciso reforçar a crença na ciência e nos imunizantes que já foram responsáveis por zerar os casos de doenças, que eram comuns como sarampo e poliomielite. O que temos visto é que, sem a devida imunização, essas doenças correm o risco de retornar. 

A decisão pela vacina tem impacto coletivo e individual. Vacinar as crianças contribui não apenas para que elas próprias não fiquem doentes, mas que o contágio não se alastre na comunidade. Da mesma forma, os cuidados básico contra a dengue, têm como foco maior a saúde de todo um território. 

Como sempre é preciso que cada um faça sua parte, colaborando com as medidas preventivas já adotadas pelas prefeituras e o governo do Estado para que o número de casos seja menor a cada ano que passa, e quem sabe, em um futuro não muito distante, reduzidos a zero.