Ela voltou aos dois dígitos, em setembro a inflação passou dos 10%. Isso na média, porque, no dia a dia, o que vemos são aumentos de mais de 30% nas carnes, 50% nos combustíveis e por ai vai. O poder de compra ruiu.
Além da inflação temos estagnação econômica, desemprego e uma forte desvalorização cambial, o dólar sobe continuamente. A falta de competência da gestão federal nos trouxe até aqui. Regredimos economicamente a ponto de produzirmos inflação de dois dígitos o que não acontecia desde o plano real em 1994. Inflação descontrolada é algo tão antigo que toda uma geração não sabe o significa, nem seus efeitos. Nossa gestão, inclusive a econômica precisa mudar com urgência. É inadmissível que além da crise sanitária, do desemprego e recessão haja ainda inflação descontrolada.
Os brasileiros estão sentido no bolso, a parte mais sensível de seu humor, e espero que não se esqueçam em 2022. Vá ao mercado com 10% do salário mínimo, R$ 110 e veja o que consegue pagar, dependendo do tipo de carne você não leva nenhum quilo. Abasteça o carro com R$ 110 e verá que o tanque não enche. Se isso não basta, examine sua conta de luz e veja como aumentou. A inflação, para quem não se lembra, forma um ciclo de aumento continuo diminuído cada vez mais o poder de compra. Falta equilíbrio em nossa economia, aliás, essa é uma palavra que não existe no governo federal e todos nos colhemos o fruto da escolha de 2018.
Que em 2022, nossa próxima eleição presidencial não sejamos levados pelo discurso, precisamos fazer a escolha certa, racional e sem paixonites, sem torcida, sem fanatismo, estamos elegendo pessoas para trabalhar em prol de todos nós e os únicos que sofrem com as nossas escolhas somos nós mesmos. Precisamos escolher bem para não sofrer mais consequências do que aquelas que já vivemos hoje. Nossa democracia é jovem, estamos aprendendo e evoluindo, que em 2022 nossa escolha seja racional com a escolha de alguém, que pelo seu passado nos indique como será a gestão de nosso futuro. Não dá para votar na emoção, nossa escolha deve ser racional, senão nosso bolso é quem sofre, que fique a lição.
Cedric Darwin é mestre em Direito e advogado