Nos últimos sete dias, o Brasil relatou uma média diária de 995 mortes por Covid-19. O país registrouontem 572 óbitos e 18.043 novas infecções de coronavírus em 24 horas, segundo dados do levantamento realizado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL com as secretarias estaduais de Saúde. O balanço mais recente do Ministério da Saúde mostra ainda que 1.912.319 pessoas já se recuperaram do coronavírus em todo o país. No total, 94.702 vidas já foram perdidas por causa da Covid-19.
Sobre os infectados, já são 2.751.665 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 18.043 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 43.610/dia, registrados nas últimas duas semanas. Entre os Estados mais afetados pela pandemia, São Paulo fica em primeiro lugar, com 560.218 casos confirmados e 23.365 mortes. Dos 645 municípios, 642 têm pelo menos uma pessoa infectada e 474 registram um ou mais óbitos.
Projeções feitas pelo Centro de Contingência contra a Covid-19 estimam que o Estado de São Paulo pode ter entre 26 mil e 31 mil mortes pelo novo coronavírus até o dia 15. Em números de casos confirmados da doença, a estimativa é de que, até esta data, o Estado tenha entre 620 mil e 720 mil casos. As estimativas foram apresentadas em coletiva de imprensa ontem.
De acordo com o governador João Doria (PSDB), o Estado teve nova queda de casos e óbitos na última semana. Na semana entre 26 de julho e 1º de agosto, houve uma diminuição de 8% nas mortes em relação à semana anterior. Ao todo, foram registrados 1.719 óbitos, o que representa 151 vítimas a menos.
No mesmo período, também houve queda de 2,5% no número de internações pelo coronavírus. Ao todo, foram 12.874 internações, ante 12.551 pessoas na semana anterior. O secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, também observou que, desde o início da pandemia, o Estado realizou 1,778 milhão de testes para a Covid-19, o equivalente a 25% do total realizado em todo o Brasil.
Já no Rio, um novo trabalho científico mostra que a Covid-19 matou, nos bairros mais pobres, proporcionalmente o dobro em relação às áreas mais ricas da cidade, comparando-se o número de contaminados pela doença em cada região. A conclusão está em novo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). (E.C.)